O desafio do aperfeiçoamento do sistema público de previdência social e as suas singularidades no Brasil e no mundo estiveram no centro dos debates na Sessão 2 denominada Seguridade Social e Igualdade de Gênero, na tarde desta quarta-feira (27), dentro da agenda da 2ª Reunião Técnica do Grupo de Trabalho sobre Emprego, do G20 Brasil, realizada em Brasília (DF).O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, abriu os trabalhos apresentando um quadro geral do sistema de previdência social brasileiro e os desafios para que seja universal, mais justo e mais igualitário. “Os espaços de poder têm que trabalhar permanentemente para que o ser humano seja tratado com dignidade e respeito”, declarou Lupi. Segundo ele, os números são importantes, mas sem o ser humano, não há Estado que se mantenha”, finalizou. Não se pode discutir a Previdência apenas pelo que ela representa de investimento para o Governo. Temos que olhar a Previdência como um grande capital social, e tem que se buscar a igualdade neste mundo que tem formas sofisticadas de discriminação”, apontou Lupi. “Nosso papel é fazer o G20 ecoar uma voz para o mundo do que queremos, que busque quando tiver espaço de poder, atuar para que minorias discriminadas sejam incluídas por meio da eficiência do Estado. A diretora de Emprego, Trabalho e Assuntos Sociais, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), e o diretor-geral da Associação Internacional de Seguridade Social (ISSA), Raul Ruggia-Frick, apresentaram os grandes desafios para que se possa alcançar a proteção social universal até 2030. A proteção social tem por objetivo garantir a segurança de rendimento, e tem como resultado a estabilidade e promoção de emprego digno, reduzindo a taxa de pobreza. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável preconizam pela proteção social universal.O economista Stefano Scarpett, diretor de Emprego, Trabalho e Assuntos Sociais, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), abordou a questão da licença parentais maternidade nos países que compõe o grupo. No Brasil, o tema ainda está gatinhando, algumas empresas têm aderido à licença parental estendida, com base no programa Empresa Cidadã, que, em 2016, possibilita que empresas cadastradas devem estender o benefício para 20 dias para os pais, e 180 dias para as mães em troca de incentivos fiscais.O Congresso tem menos de 18 meses para elaborar e aprovar uma lei que aprimore as normas da licença-paternidade, seguindo a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A Reforma Trabalhista de 2017 passou a prever a possibilidade de ausência do trabalho por cinco dias, mas a Suprema Corte avalia que persiste a omissão do Legislativo.
28 de mar. de 2024
Trabalho e Emprego debate previdência social e a universalização do acesso
Notícias relacionadas
Brasil elabora proposta de Política Nacional de Cuidados e um Plano Nacional de Cuidados
01 de abr. de 2024
Brasil avança em políticas de cuidado e igualdade salarial com apoio da cooperação Sul-Sul
15 de out. de 2024

Secretária Rosane Silva debate trabalho de cuidado e igualdade salarial em reunião do G20 em Brasília
28 de mar. de 2024

Inclusão no Trabalho
“A Previdência Social é um dos principais pilares de proteção e estabilidade econômica do Brasil”, afirma ministro Wolney Queiroz no Mercosul
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, participou da Reunião de Ministros do Trabalho do Mercosul em Brasília, destacando a Previdência como pilar de proteção e estabilidade econômica do Brasil. Ele ressaltou a importância da questão social, mencionando que 81,8% dos idosos brasileiros recebem benefícios. Queiroz também abordou a informalidade no trabalho e a inclusão de mulheres no sistema previdenciário. Propôs a criação de um mecanismo de cooperação em proteção social no Mercosul, visando compartilhar boas práticas e enfrentar desafios comuns.
21 de out. de 2025
