Matéria relacionada: Museu Goeldi chama comunidade para mutirão de mapeamento da biodiversidade
Também nesta quarta, à tarde, no Parque Zoobotânico, aconteceu o seminário “Da importância das abelhas ao mel como superalimento”, ministrado pelo pesquisador Lucas Bernardes, com apoio da Embrapa e do Instituto Peabiru. Com degustação de mel, o evento discutiu o potencial do alimento no contexto da bioeconomia na Amazônia.
Aluna de Priscila, Amanda Ishiguro tem 10 anos de idade e disse ter gostado da experiência. “Eu não sabia que existia vários tipos de abelhas, achei muito interessante”, pontuou ela, que interagiu várias vezes com o palhaço, ao lado de Isis Marinho e de Caio Ishiguro, ambos com 9 anos. “Eu não fazia a mínima ideia que o mel mudava de cor quando a abelha ia no açaizeiro”, contou Isis, se referindo à polinização e à coloração arroxeada que o mel adquire quando produzido a partir da floração do açaí. “Eu não sabia que tinha a abelha melipona e a abelha apis”, revelou Caio, segurando a cartilha “Explorando o mundo das abelhas – da Amazônia à Eslovênia”, distribuída no final da caminhada.
“A ideia é fazer uma introdução sobre o uso dos jogos dentro de espaços museais, não só conhecer alguns conceitos básicos, mas discutir e experimentar esse tipo de comunicação em contextos de museus, debater conjuntamente e construir caminhos possíveis”, explicou Tarcízio Macedo. Segundo ele, a oficina refletirá os jogos como aliados dos museus e das escolas. “Embora já existam muitas pesquisas falando do uso positivo dos jogos dentro da sala de aula, a gente ainda tem um certo receio porque o jogo, enquanto fenômeno social, é historicamente amarrado em alguns estigmas. A gente espera sensibilizar os profissionais a utilizar esse meio de comunicação que pode ser tão relevante e interessante quanto os livros didáticos, as cartilhas e os demais materiais pedagógicos convencionais usados em sala de aula”, reforçou.
Além das atividades previstas na Semana Nacional de Museus, nos próximos dias o MPEG realiza dois mutirões de mapeamento da biodiversidade dentro da Semana Nacional de Biodiversidade: uma na sexta-feira (22), no Campo de Pesquisa, e outra no Parque Zoobotânico, no domingo (24), com objetivo de conduzir o público a realizar registros fotográficos da fauna e da flora locais.
Na manhã da quinta-feira (21), no Auditório do Centro de Exposições Eduardo Galvão, no Parque Zoobotânico, estudantes, professores e demais públicos interessados poderão participar da roda de conversa “Educação em contexto: tecendo conexões a partir do museu”, com a participação de educadoras e artistas. No mesmo dia à tarde, será realizada a oficina de jogos educativos em contextos museais, que será ministrada pelos pesquisadores Tarcízio Macedo e Diana Rodrigues.
A Semana de Museus no MPEG acontece desde segunda-feira (18) e já contou com visita guiada à exposição sobre o peixe-serra “Ahetxiê – Um tesouro da costa amazônica”, no Aquário Jacques Huber (PZB), com a condução das indígenas Suzana Karipuna, antropóloga, e Ana Manoela Karipuna, socióloga, além da mestra em zoologia e pesquisadora do MPEG, Maria Ivaneide Assunção.
A professora Priscila Pastana estava atenta à programação e, ao invés de dar aula de reforço em casa, levou as crianças para o Parque Zoobotânico, na manhã desta quarta-feira. O grupo participou da “trilha das abelhas”, conduzida pelo palhaço Claustrofóbico Pneumático, encenado por José Arnaud, numa parceria entre o Museu Goeldi e o Instituto Peabiru. “Quando vi a programação nas redes sociais, resolvi transferir a aula para o parque. Eu achei ótimo um palhaço fazer a mediação, porque ele entende o tempo das crianças e sabe repassar o conhecimento de forma mais simples, mas que fica para a vida”.
A 24ª Semana Nacional de Museus termina no Museu Goeldi com as trilhas “Natureza que Une Conhecimentos”, com saídas na sexta-feira (22) e no sábado (23), organizadas pela turismóloga do MPEG, Ana Claudia Silva, e conduzidas pelos bolsistas Raphael Carvalho da Silva, Harison Silva do Carmo, Angelo Jordão Faro Junior e Igor de Araújo Dias. A proposta é percorrer 13 pontos do parque para promover reflexões sobre a extinção de grandes árvores da floresta amazônica e o uso sustentável de palmeiras pelas comunidades da região. A concentração será em frente ao prédio da Rocinha, logo após a bilheteria. Para participar das trilhas, é necessário realizar inscrição neste link.
Texto: Carla Serqueira
Na terça-feira, no Campus de Pesquisa, aconteceram o "Seminário Museus unindo um mundo dividido", com pesquisadores, acadêmicos e interessados. A primeira mesa, sobre “Tecnologia social e saberes ancestrais: diálogos entre tradição e sustentabilidade”, foi mediada pelo pesquisador Arthur Ribeiro e contou com exposições das pesquisadoras Diana Cruz Rodrigues, Ana Vilacy Galúcio e Socorro Abreu. Já o segundo momento foi direcionado à apresentação de pesquisas em Museologia Social, com mediação de Mayara Larrys, chefe do Serviço de Educação (Seedu) e apresentação dos graduandos Camila Lopes, Maírla Silva, Stefany Rosa e Odilon Kewin.
Agência Museu Goeldi – Muitas palhaçadas, seguidas de sonoras gargalhadas. Esse jeito engraçado de compartilhar conhecimento foi o diferencial da “Trilha das abelhas”, que aconteceu na manhã desta quarta-feira (20/05), no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi (PZB/MPEG), instituição vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O evento integrou a 24ª Semana Nacional de Museus , que teve início na última segunda-feira. A programação segue até sábado (23), no Parque Zoobotânico, com seminário, oficina de jogos educativos e trilhas ecológicas.
Revisão e edição: Andréa Batista





