A indefinição quanto a um possível segundo turno na disputa ao governo do Estado do Rio mobiliza diversas instituições. Ontem, o Ministério Público Eleitoral deu um parecer favorável à anulação dos votos obtidos por Anthony Garotinho no último domingo (4).
O Ministério Público Eleitoral defendeu o pedido de desistência de Anthony Garotinho do recurso que tentava salvar a candidatura dele ao governo do Estado do Rio. O parecer enviado ao Tribunal Superior Eleitoral diz que, pela jurisprudência, não caberia desistência do recurso após a realização do pleito. Mas que existe uma exceção no caso de Garotinho, já que a rejeição ou a homologação do recurso trariam resultados práticos equivalentes, ou seja, a interferência no resultado do pleito.
Caso o TSE acolha o argumento do parecer do MP Eleitoral, o resultado de Garotinho nas urnas ficaria anulado e os votos válidos no primeiro turno seriam retotalizados. Com isso, Douglas Ruas, do PL, pode ser anunciado governador eleito do Estado do Rio de Janeiro.
O julgamento do TSE para a questão ocorre amanhã, às dez horas da manhã. A Ordem dos Advogados do Brasil se manifestou na defesa de uma rápida decisão pelo TSE com a menor intervenção possível no processo eleitoral.
O Partido Socialismo e Liberdade (Psol) entrou na Justiça para contestar a desistência de Garotinho. Para o partido, o TSE deveria ter julgado todos os recursos antes das eleições, o que não ocorreu. Agora, o Psol sustenta que a decisão envolve interesse público e exige transparência e respeito às regras que orientam a apuração eleitoral.
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