Está em vigor, a partir desta quinta-feira (3), o embargo da União Europeia às carnes e a outros produtos de origem animal do Brasil. Com a medida, o país fica impedido de exportar carne bovina, suína e de frango, além de mel, pescados e ovos para as 27 nações do bloco europeu. O governo e empresários do setor tentam reverter a decisão.
A decisão pelo embargo está relacionada às exigências sanitárias sobre o uso de antimicrobianos na criação dos animais. A União Europeia afirma que o Brasil não apresentou garantias suficientes de cumprimento das regras.
O impacto pode ser significativo. Só entre janeiro e julho deste ano, o Brasil exportou para o bloco quase 64 mil toneladas de carne bovina, movimentando mais de US$ 562 milhões.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que representa os exportadores de carne, vê a suspensão com preocupação. A entidade afirma que as garantias oficiais exigidas já foram apresentadas pelo Ministério da Agricultura e que as empresas habilitadas a exportar para o mercado europeu já aderiram a um protocolo de controle de antimicrobianos.
Em agosto, o preço das carnes caiu 0,94%, segundo o IPCA-15. O IBGE relacionou parte desse recuo ao menor ritmo das exportações.
O alívio, porém, ainda é pequeno no acumulado do ano. As carnes continuam 6,47% mais caras. A expectativa agora é saber por quanto tempo vai durar o embargo e se a medida vai aumentar a oferta de carne no mercado brasileiro.
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