Em mais um dia de guerra de narrativas no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos afirmou que o Irã pediu um cessar-fogo no conflito. Teerã, porém, negou a versão de Trump.
Em uma publicação em rede social, Trump disse que o novo presidente do regime iraniano é menos radical e mais inteligente que os antecessores, e pediu aos Estados Unidos um acordo de cessar-fogo. Mas que os Estados Unidos só vão avaliar a situação quando o Estreito de Ormuz estiver aberto, livre e desobstruído.
Trump, porém, não cita quem seria esse novo líder iraniano, já que o presidente do país continua sendo Masoud Pezeshkian, o mesmo de antes da guerra. E o novo líder supremo do país, que na prática tem mais poder que o presidente, é Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, assassinado pelos Estados Unidos e Israel no início da guerra.
Pouco tempo depois, a TV iraniana afirmou que o ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, teria negado o pedido e chamado a fala de Trump de falsa e infundada.
Em outro momento, ainda no mesmo dia, Trump voltou a falar da guerra em outro tom. Disse que os Estados Unidos devem deixar de bombardear o Irã em breve, no prazo de duas ou três semanas, e voltar pontualmente ao país quando necessário. Ele também disse que os Estados Unidos não precisam de um cessar-fogo para encerrar o conflito de forma unilateral.
Enquanto os líderes seguem com narrativas conflitantes, os Estados Unidos enviam armas e tropas militares ao Oriente Médio. Nesta terça-feira, um terceiro porta-aviões norte-americano foi enviado à região. E a Casa Branca anunciou ter sobrevoado o Irã com bombardeiros B-52 pela primeira vez desde o início da guerra. Essas aeronaves têm capacidade nuclear e são consideradas a espinha dorsal da força de bombardeiros estratégicos dos Estados Unidos.
Hoje, mísseis israelenses atingiram a capital iraniana, Teerã, que revidou com ataques ao oeste de Israel.
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