"Que da língua que nos une nasça a liderança que nos move. Se cada país indicar uma mulher a mais para decidir o futuro das comunicações, teremos redes mais inclusivas, políticas mais eficazes e uma lusofonia mais forte", disse o conselheiro Alexandre Freire, presidente do Centro de Altos Estudos em Comunicações Digitais e Inovações Tecnológicas (Ceadi) e idealizador da proposta, complementou destacando que a diversidade é um ativo econômico e social. De acordo com ele, “fortalecer lideranças femininas significa ampliar a diversidade nos espaços de decisão e construir políticas públicas mais eficazes para o futuro do setor.”
A nova formação dá continuidade à cooperação acadêmico-institucional iniciada em 2024, quando foi realizado o Curso de Alta Formação em Desafios Contemporâneos do Ecossistema Digital, que reuniu lideranças regulatórias de diversos países da comunidade lusófona para debater temas estratégicos do ambiente digital.
Autoridades presentes
Participaram do lançamento a presidente da ARCTEL-CPLP, Leonilde Santos; a presidente do Conselho de Administração da Anacom, Sandra Maximiano; a conselheira diretora da Anatel Cristiana Camarate; Natasha Jackson, Head of Public Policy and Consumer Affairs da GSMA; Adilson Gomes, diretor da Unidade de Controle de Tráfego da INCM; Luis Felipe Zoghbi, Spectrum Engagement Director da GSMA; Ana Lima, diretora do Departamento de Controlo e Gestão do Espectro da ARME; Mércia Macamo, membro do Conselho de Administração da INCM; Luciana Camargos, Head of Spectrum da GSMA; Octavio Penna Pieranti, conselheiro diretor da Anatel; Martins Langa, membro do Conselho de Administração da INCM; e Alexia Gonzales Fanfalone, Head of Connectivity and Infrastructures da OCDE.
O curso foi desenvolvido pelo Centro de Altos Estudos em Comunicações Digitais e Inovações Tecnológicas (Ceadi) da Anatel, em parceria com o Centro de Políticas, Direito, Economia e Tecnologias das Comunicações da Universidade de Brasília (UnB). A formação terá início em maio e contará com 60 horas de atividades distribuídas em 11 módulos online síncronos, abordando temas como regulação responsiva, inovação, concorrência em plataformas digitais, convergência tecnológica e cenários futuros da internet. O programa também pretende contribuir para a harmonização de boas práticas regulatórias entre os países lusófonos e para o desenvolvimento sustentável do setor.
A iniciativa integra um conjunto de ações desenvolvidas pela Anatel para promover diversidade e equidade de gênero no setor de telecomunicações. Entre elas estão a participação da Agência em fóruns internacionais dedicados à inclusão de mulheres na tecnologia e na regulação, além de iniciativas de capacitação e cooperação internacional voltadas ao fortalecimento da presença feminina em posições de liderança.
A Anatel lançou, nesta quarta-feira (4/3), durante a Mesa Redonda Lusófona no Mobile World Congress (MWC), o Curso de Fortalecimento de Lideranças Regulatórias Femininas. A iniciativa é voltada a autoridades reguladoras dos países membros da Associação dos Reguladores de Comunicações e Telecomunicações da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (ARCTEL-CPLP) e tem como objetivo ampliar a participação feminina nos espaços de decisão do setor.




