No ano passado, 4.318 crianças e adolescentes foram afastados do trabalho infantil em todo o país. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, responsável pela fiscalização, esse foi o melhor resultado dos últimos dez anos no enfrentamento a essa violação de direitos.
O resultado é fruto de mais de dez mil ações realizadas por auditores fiscais do trabalho. Neste ano, entre janeiro e abril, foram realizadas quase três mil ações fiscais, que resultaram no afastamento de 1.108 crianças e adolescentes de situações de trabalho infantil.
Nos casos identificados em 2025 e nos primeiros meses de 2026, mais de 70% dos menores estavam inseridos nas piores formas de trabalho infantil, caracterizadas por atividades que oferecem maiores riscos à saúde, à segurança, à moralidade e ao desenvolvimento físico e psicológico.
As fiscalizações concentraram-se especialmente em setores tradicionalmente associados ao uso de mão de obra infantil, como comércio varejista, serviços ambulantes de alimentação, restaurantes, lanchonetes, supermercados, oficinas mecânicas e algumas atividades ligadas à indústria.
Para denúncias de casos de trabalho infantil, o Ministério do Trabalho e Emprego disponibiliza um canal exclusivo, o Sistema Ipê, que pode ser acessado no site ipetrabalhoinfantil.trabalho.gov.br.
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