Um relatório elaborado pela Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo concluiu que a soldado Yasmin Cursino Ferreira descumpriu os protocolos ao atirar em Thawanna Salmázio, que morreu durante uma abordagem na capital paulista. O documento afirma que não há elementos que caracterizem legítima defesa.
O caso aconteceu em abril deste ano. Durante uma abordagem feita após Thawanna e seu companheiro esbarrarem no retrovisor da viatura, Yasmin atirou uma vez contra a mulher, que estava desarmada. Após ser baleada, Thawanna permaneceu cerca de 30 minutos no chão à espera do socorro. A demora no atendimento também é investigada.
Thawanna era mãe de cinco filhos. As imagens da câmera corporal de um dos policiais foram consideradas fundamentais para a investigação. Segundo o relatório, não havia risco iminente à vida da policial que justificasse emprego de força letal.
A policial está afastada das funções desde o episódio. O relatório final do inquérito policial militar foi encaminhado à Justiça Militar.
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