No Oriente Médio, termina nesta quarta-feira (22) o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã. Novas negociações entre os dois países ainda não foram confirmadas. Nesta terça-feira (21) o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, deve partir rumo ao Paquistão para mais uma rodada de negociações com o Irã. Mas a TV estatal iraniana informou que nenhuma delegação iraniana viajou, até o momento, para as conversas de paz no Paquistão. Ontem o presidente do parlamento iraniano disse que o país vai usar novas cartas, caso a guerra com os Estados Unidos e Israel seja retomada. E reiterou que Teerã não aceitará negociações sob a sombra de ameaças.
Em meio à tensão elevada, os Estados Unidos mantêm o bloqueio naval no Estreito de Ormuz após apreender um navio de carga com bandeira iraniana. O Irã acusa os americanos de pirataria marítima e uma violação direta do cessar-fogo firmado no início de abril. A disputa pelo controle do estreito é vista como um dos principais pontos de pressão nas negociações.
Autoridades iranianas defendem que sua soberania sobre a área seja reconhecida. Já os Estados Unidos impõem o bloqueio sobre portos iranianos, na tentativa de sufocar receitas do regime. Até o início da guerra, no fim de fevereiro, um quinto do comércio mundial de petróleo transportado por via marítima passava por Ormuz.
Outro ponto sensível nas negociações é o programa nuclear iraniano. Donald Trump insiste que o novo acordo impeça Teerã de enriquecer urânio e acusa o país de querer produzir armas nucleares. O Irã, por sua vez, afirma que suas ambições nucleares têm fins pacíficos e civis, incluindo a produção de energia.
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