No fim de semana, as negociações entre os Estados Unidos e o Irã fracassaram mais uma vez. E o mundo está novamente convivendo com a expectativa sobre a continuidade do frágil cessar-fogo de duas semanas.
O programa nuclear iraniano e o controle do Estreito de Ormuz travaram qualquer acordo. Autoridades dos Estados Unidos disseram que o Irã teria rejeitado o apelo de Washington para o fim do enriquecimento de urânio, o desmantelamento das principais instalações de a transferência de urânio altamente enriquecido. O Irã também teria se recusado a parar de financiar o Hamas, o Hezbollah e os Houthis, bem como a abertura total do Estreito de Ormuz.
Já a mídia iraniana afirmou que houve acordo em várias questões, mas o Estreito de Ormuz e o programa nuclear do Irã foram os principais pontos de discórdia.
O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que liderou o Irã nas negociações, disse que era hora de os Estados Unidos "decidirem se podem conquistar nossa confiança ou não". Donald Trump, por sua vez, minimizou o resultado das tratativas. A jornalistas, disse que considera irrelevante o desfecho das negociações e reiterou que os Estados Unidos saíram vitoriosos do conflito. O republicano também ameaçou a China dizendo que o país asiático terá grandes problemas caso auxilie o Irã com o envio de armas.
Ainda não há previsão sobre a retomada das conversas, mas o ministro das relações exteriores do Paquistão disse que seu país tentará facilitar um novo diálogo entre Irã e Estados Unidos nos próximos dias.
Esta manhã, o Exército israelense voltou a fazer bombardeios contra o Líbano. Israel e os Estados Unidos alegam que o país não está incluso no acordo de cessar-fogo com o Irã, devido à guerra contra o Hezbollah.
Em negociações separadas, autoridades libanesas e israelenses devem se reunir nesta terça-feira (14), no Departamento de Estado dos Estados Unidos, sob mediação americana. Na semana passada, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que instruiu seu governo a iniciar negociações de paz com o Líbano o mais rápido possível.
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