Mais de um mês após o início dos ataques que, segundo Trump, seriam rápidos, os bombardeios no Oriente Médio, especialmente no Irã e no Líbano, seguem causando fortes consequências humanitárias e econômicas.
A Cruz Vermelha no Irã afirmou, nesta quinta-feira (2), que a demanda por médicos e medicamentos no país não para de crescer e pediu ajuda internacional. Mais de 1.900 pessoas morreram até agora nos ataques e 21 mil ficaram feridas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou um vídeo com imagens de uma ponte destruída por mísseis em Karaj, cidade próxima à capital iraniana, Teerã. E ameaçou: disse que muitos outros ataques estão por vir e que o Irã deve fazer um acordo antes que seja tarde demais.
Em um pronunciamento na Casa Branca nesta quarta-feira (1º), Trump disse que os Estados Unidos obtiveram vitórias rápidas, decisivas e esmagadoras no Irã.
Alegações que o Irã nega. O comando militar do país afirmou que Estados Unidos e Israel estariam iludidos achando que destruíram os centros de produção de mísseis estratégicos e também fez ameaças. Disse que nenhuma tropa inimiga deve sobreviver se os adversários tentarem uma operação terrestre.
No Líbano, os ataques israelenses já causaram a morte de mais de 1.300 pessoas. E pelo menos um milhão de libaneses foram deslocadas de suas casas. As Nações Unidas fizeram hoje um pedido por uma desescalada no conflito e disseram que a situação humanitária no Líbano tem piorado a uma velocidade alarmante.
Além do sofrimento local, a guerra tem causado uma crise global na economia por causa da alta do petróleo. Isso porque o Irã bloqueou a navegação no Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde costumava passar cerca de 20% do petróleo mundial.
A China, um dos principais compradores do combustível do Golfo Pérsico, pediu hoje aos envolvidos no conflito que entrem em um acordo antes de causarem um impacto ainda maior na economia mundial e acusou Estados Unidos e Israel de serem os responsáveis pelo fechamento de Ormuz por causa das ações militares ilegais contra o Irã.
Já a Rússia, potência aliada do Irã, disse que está pronta para ajudar nas negociações pelo fim do conflito.
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