Atividades integraram disciplina da Especialização em Arte e Educação em uma Perspectiva Descolonizadora
A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) realizou, no âmbito da disciplina “A arte da palavra: a diversidade linguística no Brasil”, do curso de Especialização em Arte e Educação em uma Perspectiva Descolonizadora, uma série de palestras voltadas à valorização das línguas indígenas, de suas territorialidades, narrativas e expressões culturais. A disciplina é ministrada pela professora Tatiana Valença Ferraz, que também atua como coordenadora pedagógica do curso.
Encerrando o ciclo de debates com especialistas sobre territorialidades linguísticas afro-brasileiras e indígenas, as atividades buscaram ampliar as reflexões sobre a diversidade linguística como elemento constitutivo das identidades e dos processos de resistência cultural no Brasil.
No dia 14 de maio, o professor Jamerson Bezerra Lucena, mestre e doutorando em Antropologia, ministrou a palestra “Matrizes indígenas da América do Sul na territorialidade linguística Warao”. A atividade abordou aspectos históricos, culturais e linguísticos relacionados ao povo Warao e às dinâmicas territoriais presentes na América do Sul.
Já no dia 21 de maio, Maike Torres de Sá, indígena do povo Fulni-ô, cientista social, pesquisador e produtor cultural de temáticas indígenas, e Sérgio Pires Lobato, documentarista, diretor audiovisual e mestre em Antropologia Visual, conduziram a palestra “Produção audiovisual falada nas línguas Tupi e Yathe”. O encontro destacou experiências de produção audiovisual em línguas indígenas e discutiu a preservação e difusão dessas expressões culturais por meio do cinema e do audiovisual.
A Especialização é promovida pela Diretoria de Formação Profissional e Inovação (Difor) da Fundaj.


