Fundaj dará início à especialização para profissionais da saúde focada em diversidade cultural
Abertura será remota, no dia 13 de outubro, com transmissão pelo canal da Fundação no YouTube Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
10/10/2025 19h07
A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), por meio da Diretoria de Formação Profissional e Inovação (Difor), dará início, no próximo dia 13 de outubro, ao Curso de Especialização em Educação Intercultural em Saúde e Antropologia. A formação será ofertada de forma remota, com aulas síncronas no período da noite.
A abertura será realizada às 19h, com transmissão pelo canal da Fundação no YouTube, e contará com a participação de André Baniwa, liderança do povo Baniwa (Alto Rio Negro, AM) desde 1992. Empreendedor social reconhecido desde 2021, Baniwa é escritor, agrozootecnista, gestor ambiental e mestrando em Sustentabilidade Profissional junto a Povos e Territórios Tradicionais na Universidade de Brasília (UnB). Atualmente, ele atua no Ministério da Saúde.
O curso, que será coordenado pelo Prof. Dr. Renato Athias e ministrado por pesquisadores do Núcleo de Pesquisa e Estudo sobre Etnicidade (NEPE/PPGA/UFPE), aprofunda temas como interculturalidade, políticas públicas de saúde, ações afirmativas e inclusão. A formação busca preparar agentes públicos para entender as necessidades de grupos vulneráveis — indígenas, quilombolas, migrantes, refugiados e a comunidade LGBTQIA+ — e aprimorar o atendimento nos serviços de saúde.
De acordo com o coordenador, o objetivo é qualificar profissionais e pesquisadores para atuar em contextos marcados pela diversidade étnica, cultural e social do Brasil. “Entre os resultados esperados estão a capacitação de profissionais para atendimento especializado, a promoção do debate sobre interculturalidade nos currículos médicos, o fortalecimento da pesquisa qualitativa e a contribuição para estratégias inovadoras de políticas públicas de saúde. A iniciativa também destaca a importância dos Direitos Humanos no diálogo sobre saúde e reforça o compromisso da Fundaj com práticas inclusivas e alinhadas à diversidade cultural”.
Além disso, a formação busca alinhar-se às Políticas Públicas de Saúde, reforçando a obrigação nacional do atendimento diferenciado e incentivando os estudos técnico-científicos voltados à educação em saúde intercultural.
Com carga horária de 360 horas e duração de 18 meses, a Especialização será estruturada em três módulos. Entre as disciplinas ofertadas estão Etnicidade e Interculturalidade, Antropologia da Saúde e Interculturalidade, Educação Intercultural no Contexto da Saúde e Perspectivas Cosmológicas sobre a Cura e a Doença, entre outras.
Categoria Educação e Pesquisa
Tags: Pernambuco

