O número de denúncias de assédio eleitoral, em ambientes de trabalho, cresceu mais de sete vezes em setembro, em relação ao mesmo período de 2022. Só este mês de outubro, foram 663 casos registrados no Ministério Público do Trabalho.
Esses dados mostram que só no mês de outubro foram registrados uma média de 33 casos de assédio eleitoral por dia. Desde o início do ano já são 1,5 mil denúncias. São Paulo lidera esse ranking, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro, os três maiores colégios eleitorais do país. .
O levantamento feito pelo Ministério Público do Trabalho mostra que o mês de setembro deste ano, que antecedeu o pleito, registrou 552 denúncias de assédio eleitoral, um aumento de 711% na comparação com as eleições de 2022.
Para o procurador do Trabalho Igor Souza Gonçalves, esse aumento pode estar relacionado tanto ao crescimento das práticas de assédio, quanto à maior conscientização dos trabalhadores sobre seus direitos e à ampliação dos canais de denúncia.
As denúncias podem ser feitas por meio do site:mpt.mp.br/assedio-eleitoral. Pressionar o voto do trabalhador não é opinião política: é crime de coação eleitoral e a pena prevista é de até seis meses de prisão, além de multa.
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