O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) participou, na última semana, do “Workshop de Planejamento Estratégico: o Brasil como país pioneiro na Aliança 8.7”. O objetivo da agenda é, por meio de oficinas, elaborar um plano estratégico para que o país intensifique esforços em alcançar a meta 8.7 da Agenda 2030 do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que busca erradicar o trabalho infantil, o trabalho forçado, o tráfico de pessoas e a escravização. O encontro aconteceu nos dias 26 e 27 de junho, em Brasília (DF), organizado pelo MDHC em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e com apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A oficina marcou ainda o fato de que, pela primeira vez, representantes das Comissões Nacionais para a Erradicação do Trabalho Infantil (Conaeti) e do Trabalho Escravo (Conatrae) se reuniram para discutir conjuntamente ações de prevenção e erradicação do trabalho infantil e escravo. O MDHC foi representado no evento pela coordenadora-geral de Erradicação do Trabalho Escravo, Andreia Minduca, e pela consultora Thaiany Silva da Motta. Participaram ainda da mesa de abertura, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho; o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Lélio Bentes Corrêa; e o procurador-geral do Trabalho do Ministério Público do Trabalho, José de Lima Ramos Pereira. Aliança 8.7 Em 2017, para apoiar a realização da Meta 8.7 do ODS, foi estabelecida uma associação global comprometida em adotar medidas imediatas e eficazes para erradicar o trabalho forçado, a escravização, o tráfico de seres humanos e o trabalho infantil. Os países participantes assumem o compromisso de acelerar e redobrar esforços, além de aplicar abordagens inovadoras para alcançar a meta, inspirando outros países nesse processo. No ano passado, o Brasil passou a fazer parte da Aliança. Com isso, o país terá que apresentar um roteiro para acelerar a erradicação do trabalho infantil e trabalho escravo, elaborado com representantes do governo, organizações de trabalhadores e de empregadores, além da sociedade civil, devendo ser submetido ao grupo de coordenação da Aliança para aprovação. Durante as oficinas, serão determinadas as medidas necessárias para alcançar a meta, incluindo a conformidade com normas internacionais de direitos humanos e trabalhistas, a adoção de medidas legislativas, políticas inovadoras, parcerias estratégicas, dados e pesquisas, bem como a identificação de indicadores para medir o progresso. Texto: E.G. Edição: R.D. Revisão: A.O. Para dúvidas e mais informações: cgcte@mdh.gov.br Atendimento exclusivo à imprensa: imprensa@mdh.gov.br Assessoria de Comunicação Social do MDHC (61) 2027-3538 (61) 9558-9277 - WhatsApp exclusivo para relacionamento com a imprensa
01 de jul. de 2024
Direitos Humanos integra oficina internacional para acelerar a erradicação do trabalho infantil e escravo
Tags
Notícias relacionadas

Direitos das Crianças
MDHC firma acordos com PNUD e UFMG para pesquisas nacionais sobre trabalho infantil e sistema socioeducativo
A ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, assinou acordos com a UFMG e o PNUD para pesquisas sobre trabalho infantil e o sistema socioeducativo no Brasil. As iniciativas visam fortalecer a proteção dos direitos de crianças e adolescentes, abordando a violência institucional e o tráfico de drogas como formas graves de violação. Com um investimento de R$ 2.450.000, os estudos buscarão desenvolver propostas e protocolos que garantam a dignidade e os direitos humanos no contexto socioeducativo.
21 de fev. de 2026 às 09h12
Direitos humanos participa de seminário e apresenta ações de enfrentamento e combate ao trabalho infantil
12 de jun. de 2024

Combate à Desigualdade
Brasil registra maior resultado no combate ao trabalho infantil desde 2017
Em 2025, o Brasil alcançou o melhor resultado no combate ao trabalho infantil desde 2017, com 4.318 crianças e adolescentes afastados de situações de exploração, sendo 80% das piores formas. Minas Gerais liderou os resgates, seguido por São Paulo e Mato Grosso do Sul. O sucesso é atribuído a um projeto nacional que fortaleceu a Auditoria Fiscal do Trabalho, incluindo a criação de uma equipe fixa no Grupo Especial Móvel de Combate ao Trabalho Infantil. O trabalho integrado com outras políticas públicas visa garantir direitos fundamentais às vítimas.
09 de fev. de 2026 às 12h05

MDHC defende erradicação do trabalho escravo e infantil como pilar para a justiça social em evento do Ministério do Trabalho
20 de fev. de 2025
