Para o técnico do Iphan e articulador da ação, Vinicius de Paula Aragão, a Educação Patrimonial é uma ferramenta de transformação.
As atividades têm despertado a curiosidade dos participantes. Entre as perguntas mais frequentes estão como acontece o processo de tombamento, quais critérios definem a proteção de um bem cultural e qual é o papel do Iphan após esse reconhecimento.
Conhecer a história da própria cidade, descobrir por que um imóvel é tombado e entender que o patrimônio cultural faz parte da vida de todos. Essa tem sido a proposta das ações de Educação Patrimonial promovidas pela Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Pernambuco, que desde abril de 2026 vêm percorrendo escolas da rede pública do estado.
A proposta também envolve os professores de História e Geografia, que colaboram com informações sobre a memória de cada município e ajudam a ampliar a discussão em sala de aula. Como incentivo para a continuidade desse trabalho, as escolas recebem um exemplar do Manual de Aplicação dos Inventários Participativos.
Durante os encontros, os alunos conhecem a atuação do Iphan, entendem as diferenças entre Patrimônio Material e Imaterial e aprendem como funcionam instrumentos de proteção, como o tombamento e o registro. A conversa ganha ainda mais significado ao trazer exemplos próximos da realidade dos estudantes, como o Parque Nacional dos Guararapes, o Acervo Arquitetônico e Urbanístico de Olinda, o Conjunto Arquitetônico, Urbanístico e Paisagístico de Igarassu e o Convento Carmelita, no Cabo de Santo Agostinho.
Mais informações para a imprensa Assessoria de Comunicação Iphan - comunicacao@iphan.gov.br Ana Carla Pereira – carla.pereira@iphan.gov.br
A expectativa da equipe da superintendência é ampliar a iniciativa ao longo do ano, levando as ações de Educação Patrimonial a outras escolas do estado.
A iniciativa começou na Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) João Pessoa Guerra, em Igarassu, e já passou por outras três instituições nos municípios de Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho. Ao todo, cerca de 300 estudantes, entre adolescentes e alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), participaram das atividades.
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“Participar de um projeto como esse foi uma experiência profundamente edificante, tanto do ponto de vista profissional quanto humano. A presença do Iphan em Pernambuco é fundamental justamente porque aproxima crianças, jovens e educadores da sua própria história, fortalecendo o sentimento de pertencimento, a cidadania e o compromisso com a preservação da nossa memória coletiva”, avaliou Aragão.





