A chefe da assessoria de Participação Social e Diversidade, do Ministério do Trabalho e Emprego, Anatalina Lourenço, participou no dia 28 de maio da cerimônia de assinatura do Termo de Compromisso da 7ª Edição do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça que aconteceu na Sede I do Banco do Brasil, em Brasília. Ao todo, 103 médias e grandes empresas aderiram à iniciativa, que busca fomentar práticas de equidade de gênero e raça na cultura organizacional, com foco nas áreas de gestão e recursos humanos. Segundo Natalina, o MTE participa da Comissão Permanente com o objetivo de qualificar e orientar as empresas sobre como deve funcionar o Programa. “É um Programa que combate à discriminação, promovendo oportunidades para mulheres e mulheres negras, que são as que mais sofrem para entrar no mercado de trabalho”, ressalta Anatalina, que representou o ministro Luiz Marinho no evento. Para a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, não se trata de uma simples adesão a um programa, mas de um processo civilizatório de mudança cultural no país e no mundo. “Esse gesto simples pode não custar nenhum recurso para a empresa, mas pode salvar a vida de mulheres. Pode empoderar uma mulher para entrar no mercado de trabalho, para ascender ao mercado, para crescer no mundo dos estudos. Isso significa colocar o Brasil em um lugar central na humanidade”, ressaltou a ministra. Já a presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, reforçou a participação da instituição no programa pela 6ª vez e afirmou que a adesão é pelo reconhecimento dos avanços que a iniciativa traz. “É possível ter uma atuação social com uma atuação comercial. Estarmos aqui hoje é uma prova disso. Já percorremos um longo caminho, mas precisamos ter intencionalidade no fazer”, afirmou. Ela ressaltou que é a primeira vez na história que o Conselho Diretor é composto por 40% de mulheres. ”É o conselho mais diverso do sistema financeiro”, afirmou. A secretária de Políticas de Ações Afirmativas, Combate e Superação do Racismo (Separ), do Ministério da Igualdade Racial, Márcia Lima, afirmou que, ao aderir ao programa, as empresas ampliam as condições para que mulheres e pessoas negras possam ser consideradas na tomada de decisões. A deputada federal Dandara Tonantzin afirmou que, no Congresso Nacional, a bancada feminina está dedicada a não deixar a pauta das mulheres retroceder e determinada a fazer avançar os direitos delas. Selo Pró-Equidade Lançado em 2005, o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça tem o objetivo de fomentar a adoção de políticas e práticas organizacionais que desenvolvam novas relações de trabalho e eliminem barreiras no acesso, remuneração, ascensão e permanência das mulheres no emprego. Podem participar empresas com 100 ou mais funcionários, sejam elas públicas ou privadas. Em março de 2026, após a execução do plano de ação, as 103 empresas que aderiram à 7ª Edição deverão apresentar um relatório final com os resultados alcançados. O Ministério das Mulheres anunciará aquelas que se destacaram pelas práticas de igualdade em maio e, em junho do mesmo ano, será realizada a cerimônia de entrega do Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça, uma marca do Governo Federal que reconhece iniciativas de igualdade no ambiente de trabalho, combatendo ativamente as discriminações de gênero e raça. O Programa é uma iniciativa do Governo Federal, coordenado pelo Ministério das Mulheres em parceria com a ONU Mulheres, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Ministério da Igualdade Racial e o Ministério do Trabalho e Emprego. Acesse aqui e conheça mais sobre o Programa.
29 de mai. de 2024
Empresas aderem ao Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça
Entidades mencionadas
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Políticas Públicas
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