Moradores de Teerã expressaram alegria com o anúncio de que os Estados Unidos e o Irã assinaram um acordo de cessar-fogo provisório para negociações mais amplas que tragam a paz. No Líbano, também incluído no entendimento, a notícia foi recebida com reservas.
Os mercados de ações e do petróleo reagiram positivamente, mas com certa cautela por conta das incertezas no curto prazo. O preço do barril do Brent, o de maior referência, caiu 2,1%, para US$ 77,86, ou pouco mais de R$ 393. O petróleo americano foi negociado a US$ 74,90, uma queda de 2,5%.
A Bolsa de Valores alemã de Frankfurt teve uma abertura positiva. Os mercados asiáticos atingiram novos picos, disparando para máximas históricas, impulsionados por uma alta nas ações de fabricantes de semicondutores, combinada com a redução das tensões no Oriente Médio, que aumentou um avanço generalizado.
Em Teerã, o anúncio da assinatura de um cessar-fogo provisório foi saudado como uma grande vitória. Para este morador, “o entendimento pode representar um ponto de virada tanto na política internacional quanto na política interna.”
Na cidade de Tiro, no sul do Líbano, região alvo de ataques de Israel contra posições do grupo Hezbollah, aliado do Irã, o anúncio foi recebido com ceticismo sobre as hostilidades. “Esperamos que haja um acordo que preserve a dignidade e o sustento dos cidadãos, e que as pessoas possam retornar às áreas de fronteira”, disse este senhor. “Não vamos fechar os olhos, fecharam acordo com quem não respeita acordos”, afirmou este outro.
Em Pequim, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, disse que a China espera que Estados Unidos e Irã cumpram seus compromissos e que tratem a segunda fase de negociações de maneira que não fiquem dúvidas sobre o que for decidido.
Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a luta não acabou. “Teremos de continuar vigilantes, continuar fortes e determinados a defender-nos sempre que necessário”, acrescentou. E prometeu que enquanto ele for primeiro-ministro o Irã não terá armas nucleares.
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