Líderes mundiais comemoraram o anúncio do cessar-fogo temporário entre os Estados Unidos e o Irã. Mas com ambos os lados reivindicando vitória, pontos importantes ainda permanecem sem solução, com Washington e Teerã mantendo exigências conflitantes para um acordo de paz duradouro no Oriente Médio.
Em uma coletiva na manhã desta quarta-feira (8), o secretário de guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, reivindicou vitória sobre o Irã e disse que o país "implorou pelo cessar-fogo e quis terminar a guerra porque já sofreram o suficiente". Já o Irã afirmou que "sua vitória em campo também será consolidada em negociações futuras".
Líderes mundiais elogiaram a trégua. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que o cessar-fogo trará um momento de alívio para a região e para o mundo e pediu aos parceiros que façam tudo o que puderem para mantê-lo. O presidente francês, Emmanuel Macron, classificou o anúncio como muito positivo e destacou a importância do acordo para restaurar a paz e a liberdade de navegação, numa referência ao estratégico Estreito de Ormuz. O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, agradeceu ao Paquistão por ter mediado o acordo e afirmou que o objetivo deve ser agora negociar, nos próximos dias, o fim definitivo da guerra. A China afirmou que acolhe o acordo e que continuará desempenhando um papel construtivo para alcançar a paz e a estabilidade na região.
No Vaticano, o Papa Leão XIV elogiou o cessar-fogo e pediu a continuidade das negociações para pôr fim definitivamente ao conflito. A declaração veio horas depois dele ter classificado como inaceitável a ameaça do presidente de Trump contra a população iraniana.
O anúncio da trégua e da reabertura do Estreito de Ormuz também fez com que o preço do petróleo despencasse para abaixo de US$ 100 por barril nesta manhã. Mais de 800 embarcações aguardam autorização do Irã para atravessar o estreito, por onde, antes da guerra, passavam 20% da produção mundial de petróleo. O Irã já informou que a reabertura da via só será possível por meio da coordenação com as forças armadas do país e levando em consideração as limitações técnicas.
Esta manhã, Donald Trump fez uma nova ameaça aos parceiros do Irã e prometeu taxar em 50% países que fornecerem armas militares ao país.
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