Mostra Masonn: Arquitetura Vernacular e Realismo Místico no Atlântico Negro é composta por artistas, músicos, performers e fotógrafos
Uma evocação à travessia entre territórios, memórias e gestos a partir de um espaço vivo. Dessa forma foi aberta a exposição “Masonn: Arquitetura Vernacular e Realismo Místico no Atlântico Negro”, no Solar Francisco Ribeiro Pinto, localizado no campus Gilberto Freyre da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), em Casa Forte, nesta quarta-feira (15).
A mostra integra a temporada França-Brasil 2025 e faz um mergulho no realismo místico de três territórios do Atlântico Negro: Brasil, Guadalupe e Costa do Marfim. Ao todo, sete artistas refletem sobre arquitetura através de fotografias, colagens, projeção de vídeo e performance, analisando como as populações afrodescendentes desenvolveram formas únicas de habitação e construção cultural ao longo da história.
Mais do que analisar as edificações, eles evocam o coletivo pela memória e pela relação com a terra, apresentam o corpo como arquitetura e apresentam a cor como outra forma de arquitetura porque ela também carrega uma memória.
Os trabalhos expostos são de artistas como músicos, performers e fotógrafos: Wendie Zahibo, Keren Lasme, Anaïs Cheleux, Alejandra Loreto, Yoanh Azema, RD/WL e Jeebrahil.
“Nosso trabalho vem questionar o que significa fazer arquitetura nesse Atlântico Negro e como um coletivo desse pode recriar e se inspirar na arquitetura tradicional e se lembrar que a gente tem conhecimento ancestral e que esse conhecimento ancestral pode hoje nos ajudar para fazer arquitetura como um coletivo mas também para navegar nesse mundo”, destaca Wendie Zahibo.
A mostra no Casarão Solar Francisco Ribeiro Pinto está dividida em dois ambientes, com equipamentos audiovisuais em uma das salas e instalações coletivas modulares com imagens em outra. A visitação pode ser realizada até o fim do mês de outubro, nas segundas-feiras das 10h às 17h, e de terça a sexta das 8h30 às 17h.

