Fundaj recebe exposição "Masonn: Arquitetura Vernacular e Realismo Místico no Atlântico Negro” dentro da temporada França-Brasil
Instalada no Solar Francisco Ribeiro Pinto, a mostra será aberta ao público no dia 15 de outubro, às 16h, e deve ficar até o dia 30 Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
11/10/2025 10h02
A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) recebe, a partir do dia 15 de outubro, dentro da temporada França-Brasil 2025, a exposição "Masonn: Arquitetura Vernacular e Realismo Místico no Atlântico Negro”. O Solar Francisco Ribeiro Pinto, localizado no Campus Gilberto Freyre da instituição,no bairro de Casa Forte, foi escolhido para acolher o trabalho de Wendie Zahibo, Keren Lasme, Anaïs Cheleux, Alejandra Loreto, Yoanh Azema, RD/WL e Jeebrahil.
Os sete artistas realizaram um trabalho que une fotografias, colagens, projeção de vídeo e performance para contar uma história itinerante, de natureza transmidiática e transnacional, que se concentra no habitat vernacular e no realismo místico de quatro territórios do Atlântico Negro: Guadalupe, Brasil, Costa do Marfim e Estados Unidos.
A exposição aborda como as populações afrodescendentes desenvolveram formas únicas de habitação e construção cultural ao longo da história. O projeto vai além das edificações físicas, explorando como a memória, o deslocamento e o imaginário coletivo reconfiguram a própria noção de construção.
Durante a visita, o público é convidado a reconsiderar o "ato de fazer arquitetura" sob a ótica da "diáspora flutuante". Esta noção sugere uma geografia em constante movimento, onde as noções tradicionais de território são desafiadas e onde as raízes se firmam na itinerância, transformando memórias e culturas afrodescendentes na essência de uma arquitetura dinâmica.
O espaço do Casarão Solar Francisco Ribeiro Pinto será estruturado para proporcionar um percurso harmonioso, com a criação de uma atmosfera que evoque memórias vívidas, circulação e ancoragem diaspórica, inspirada na arquitetura vernacular (cabanas, materiais, estruturas modulares). Para isso, serão dispostas zonas, utilizando impressões de grande formato em diferentes suportes (como papel, tapeçaria ou plexiglass) e instalações coletivas modulares, elaboradas com materiais locais. Serão utilizados também equipamentos audiovisuais, incluindo projetores e sistemas de som, para a exibição de vídeos e performances.
Categoria Cultura, Artes, História e Esportes
Tags: Pernambuco


