A docente foi homenageada na Sessão Memória do Seminário, promovido pela Cátedra Paulo Freire da UFPE
Uma vida de luta, resistência e dedicação celebrada por seus pares. Nesta quarta-feira (13/05), o XV Seminário Paulo Freire, recebeu a Sessão Memória em homenagem à saudosa Profª Maria José Bezerra Baltar, com participação da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). Grande nome da educação em Pernambuco e primeira presidente da Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe), em 1979, Maria José teve sua trajetória relembrada por ex-colegas, estudantes e familiares, no Auditório Denis Bernardes do Centro de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal de Pernambuco (CCSA/UFPE).
A Sessão contou com depoimentos em vídeo da Profª Draª Silke Weber (UFPE) e da Profª Draª Márcia Angela Aguiar, presidenta da Fundaj, que estudava durante a graduação com a professora Maria José na UFPE. A presidenta relembrou a resistência da homenageada no período do regime autoritário e sua contribuição para a docência: “Presenciei sua capacidade de diálogo com os estudantes, o seu reconhecimento na área e mais do que isso: um exemplo de coragem e altivez. Gosto de pensar em Maria José não só como essa figura corajosa e resistente, mas também como intelectual que teve uma grande contribuição para a didática do país”. Presencialmente, a Fundaj foi representada pela Profª Aida Monteiro, diretora de Planejamento e Administração (Diplad) da instituição.
Após a exibição de memórias fotográficas do arquivo familiar de Maria José para o público, a mesa da homenagem foi composta, presencialmente, pela Profª Teresa Barros (UFPE), pela Profª Paula Baltar, sobrinha de Maria José, e pelo Profº José Batista Neto (UFPE). Os integrantes relembraram o impacto significativo da docente no campo da didática, sua atuação na UFPE e na antiga Faculdade de Filosofia de Pernambuco.
Em sua fala, Teresa Barros destacou, por meio de relatos e poesias, a importância do apoio da homenageada em sua trajetória na docência, e o compromisso de Maria José contra o racismo dentro do ambiente acadêmico: “Honrada quero expressar o afeto de uma cria por sua mãe tão diferente, mas igualmente solidária aos princípios formadores de discentes e docentes rebeldes e sonhadores, transgressores da opressão”. Já Paula Baltar relembrou com carinho as memórias pessoais e profissionais da acadêmica: “Minha tia defendeu a formação para a docência em todos os espaços, em especial dos futuros professores de disciplinas específicas. Muito obrigado por essa linda homenagem e por poder trazer um pouco da história da nossa família para cá”.
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José Batista Neto ressaltou a Sessão Memória do Seminário Paulo Freire como um espaço para celebrar grandes contribuições pedagógicas do Brasil: “A perspectiva com qual estamos tratando a memória é uma memória viva, pois os personagens e instituições contempladas significam testemunhos vivos da construção história da educação nesta universidade, neste estado, nesta região e neste país”. O XV Seminário Paulo Freire e o XIII Encontro de Cátedras e Grupos Paulo Freire é uma iniciativa da Cátedra Paulo Freire da UFPE.


