“DESERTIFICAÇÃO E MUDANÇAS CLIMÁTICAS"
Evento reuniu pesquisadores, estudantes e profissionais e educadores para discutir os desafios da desertificação e das mudanças climáticas
18/09/2026 10h43
18/09/2026 11h04
A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) participou da abertura do Simpósio Brasileiro de Paisagens Semiáridas, Degradação e Mudanças Climáticas que aconteceu de 9 a 12 de setembro, no Campus Garanhuns da Universidade de Pernambuco (UPE). O evento reuniu pesquisadores, estudantes, profissionais e educadores de diferentes regiões do Brasil para discutir os desafios da desertificação e das mudanças climáticas nos territórios semiáridos.
Com o tema “Desertificação e mudanças climáticas: desafios e soluções para os territórios semiáridos”, o simpósio promoveu mesas temáticas, apresentações de trabalhos científicos e minicursos a fim de fortalecer a circulação de conhecimentos e experiências sobre os territórios semiáridos brasileiros.
Representando a presidenta da Fundaj, Márcia Angela Aguiar, a pesquisadora Edneida Cavalcanti, coordenadora-geral do Centro de Estudos em Dinâmicas Sociais e Territoriais (Cedist) ligado à Diretoria de Pesquisas Sociais (Dipes) da instituição, integrou a mesa de abertura. Ela salientou a importância da retomada, a partir de 2023, da agenda brasileira de enfrentamento à desertificação, marcada pela criação do Departamento Nacional de Combate à Desertificação e pela construção do Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação (PAB Brasil).
Em sua fala de abertura, Edneida destacou a participação da Fundação Joaquim Nabuco nessa agenda, que busca aproximar ciência, território e políticas públicas, e falou sobre as iniciativas nas quais a Fundaj se envolveu, como I Simpósio, como o “I Simpósio de Combate à Desertificação”, em 2025, e o encontro “Caatinga em Disputa: ciência, território e justiça diante da desertificação”, realizado em parceria com o Instituto Nacional do Semiárido (INSA) e outras instituições, em 2026.
A pesquisadora reforçou a necessidade de compreender as paisagens semiáridas como territórios vivos e constituídos historicamente pelas relações entre a natureza e sociedade: “A Caatinga nos ensina que o Semiárido não deve ser compreendido pela falta, mas por sua capacidade de adaptação, diversidade e produção de vida.”
Meio Ambiente e Clima


