Realizado em Juazeiro, na Bahia, evento reuniu especialistas para construção de base política no semiárido brasileiro
A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) realizou o III Encontro Semiárido e Educação – 25 Anos Resab, em Juazeiro, na Bahia. Em workshops e painéis, especialistas levantaram propostas como base política para melhor atuação no semiárido brasileiro. O evento também celebrou os 25 anos de atuação da Rede de Educação do Semiárido Brasileiro (Resab), da qual a Fundaj faz parte e possui assento desde a sua criação.
A sede do encontro foi o Auditório Antônio Carlos Magalhães e as salas da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). O evento reuniu cerca de 180 pessoas, com representantes do Ministério da Educação, gestores(as) educacionais públicos, secretários e conselheiros(as) municipais de Educação, professores(as) e pesquisadores/as. Também participaram representantes dos movimentos sociais populares do campo e da cidade, estudantes e egressos dos cursos de pós-graduação em Educação Contextualizada para a Convivência com o Semiárido Brasileiro.
Nos três dias do encontro foram realizados workshops com temas diversos voltados à construção de uma política de Educação do Semiárido brasileiro. A pesquisadora Edneida Cavalcanti, coordenadora-geral do Centro de Estudos em Dinâmicas Sociais e Territoriais (Cedist) da Diretoria de Pesquisas Sociais (Dipes), integrou a primeira mesa, sobre municípios com a lei municipal em Educação Contextualizada para a Convivência com o Semiárido Brasileiro (Ecsab) sancionada e implementada, e os caminhos percorridos para implementação dessa política no município.
"Ao final desses três dias de trabalho, as sistematizações realizadas no Workshop e nos seis (6) GTs realizados para discutir a produção de materiais paradidáticos e didáticos contextualizados com a convivência com semiárido, fomentaram proposições para embasar a formulação de políticas públicas pautadas na Educação Contextualizada para a Convivência com o Semiárido Brasileiro, bem como, propostas de elaboração de materiais didáticos e paradidáticos a serem usados nas escolas da rede municipal de ensino dos municípios da região semiárida brasileira", afirmou a também coordenadora do encontro, Edilene Pinto, da Dipes.
As instituições também promoveram a elaboração de uma agenda de compromissos a serem cumpridos a partir dos diálogos entre organizações governamentais e não governamentais. O objetivo foi qualificar novas gerações, desde a escola, para colaborarem no processo mais amplo de construção de novas visões do Semiárido.

