O evento contará com a participação da diretora científica do CNPq, Mônica Felts de La Roca Soares
O mês de setembro se inicia com a XXII Jornada de Iniciação Científica (Joic) da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). Nos dias 1º e 2 de setembro, a instituição realiza, na sala Calouste Gulbenkian do Campus Gilberto Freyre, localizado no bairro de Casa Forte, Zona Norte do Recife, apresentações do Programa de Iniciação Científica (Pibic) para graduação e ensino médio. O evento acontece das 9h às 17h, em ambos os dias.
O Joic será iniciado com uma apresentação da presidenta da Fundaj, Márcia Angela Aguiar, da diretora de Pesquisas Sociais da Fundaj, Luciana Rosa Marques, e das coordenadoras do Programa de Bolsas e Iniciação Científica da Fundaj: Beatriz Mesquita Pedrosa Ferreira e Zarah Barbosa Lira.
Logo após a abertura, o evento recebe uma Mesa Redonda com o tema "Programa de Iniciação Científica e formação de pesquisadores e pesquisadoras". Participam da mesa Mônica Felts de La Roca Soares, diretora científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Flávia Lucena Frédou, diretora científica da Fundação Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe) e Márcia Angela Aguiar, presidenta da Fundaj.
A programação conta com a apresentação de 22 trabalhos, sendo 21 pesquisas de estudantes da graduação e uma pesquisa de estudantes do ensino médio, que foram executados ao longo de 12 ou 24 meses consecutivos. Os estudantes de ensino médio da Escola Professor Cândido Duarte apresentam a pesquisa “Tempo de ser Jovem”.
Já os estudantes da graduação apresentam pesquisas sobre uma ampla diversidade de temas sociais, educacionais e históricos. No campo da educação, os trabalhos abordam as condições de acesso e qualidade em creches, os limites e avanços da educação integral em Pernambuco e o lugar dos direitos humanos nos livros didáticos de sociologia. Também são discutidas as condições de trabalho docente no período pós-pandemia e a orientação de trabalhos acadêmicos sob uma perspectiva comparada.
As pesquisas de graduação também exploram temas de saúde e história, incluindo a análise da mortalidade materna e infantil por COVID-19, a resistência e escravidão nas narrativas do Museu do Homem do Nordeste e o abolicionismo através das correspondências de Joaquim Nabuco. Outros tópicos incluem governança ambiental em territórios costeiros, estratégias de inovação para a economia solidária e a migração qualificada no Brasil com o uso de ferramentas de Inteligência Artificial.
Um bloco significativo de apresentações foca nas juventudes, investigando trajetórias após o ensino médio, as razões para a não realização do Enem e o fenômeno das juventudes conservadoras, analisando suas articulações com a religião, gênero, redes digitais e valores. Por fim, a programação inclui estudos sobre divulgação científica e a trajetória artística de Beatriz Calábria no Atelier Coletivo do Recife.

