Abertura foi realizada no Campus Gilberto Freyre, em Casa Forte
Começou nessa terça-feira (1º), na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), a XXII Jornada de Iniciação Científica (Joic), promovida pela Diretoria de Pesquisas Sociais (Dipes). Realizada na sala Calouste Gulbenkian, no Campus Gilberto Freyre, em Casa Forte, no Recife, a programação reúne apresentações e debates relacionados às pesquisas desenvolvidas por estudantes da graduação e do ensino médio por meio do Programa de Iniciação Científica (Pibic). A abertura foi conduzida pela presidenta da Fundaj, Márcia Angela Aguiar, e contou com a participação da diretora de Pesquisas Sociais, Luciana Rosa Marques, e das coordenadoras do Programa de Bolsas e Iniciação Científica da Fundaj, Beatriz Mesquita e Zarah Lira, que deram boas-vindas aos estudantes e pesquisadores presentes.
Durante a abertura, Márcia Angela destacou a importância de ampliar o acesso dos estudantes da rede pública a experiências de formação científica, em contato com pesquisadores e com o ambiente de pesquisa. “Defendo que todos os estudantes tivessem essa possibilidade de participar de programas dessa natureza”. Para ela, a iniciação científica pode contribuir para a trajetória acadêmica dos estudantes, abrindo caminhos para a carreira acadêmica.
Na sequência, foi realizada a mesa-redonda “Programa de Iniciação Científica e formação de pesquisadores e pesquisadoras”, conduzida por Márcia Angela. Participaram da atividade Flávia Frédou, diretora científica da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe), e Juliana Martins Ferreira, representando Mônica Felts de La Roca, diretora científica do CNPq.
Flávia apresentou um panorama da atuação da Facepe e falou sobre a trajetória de formação dos estudantes envolvidos com a iniciação científica, além dos incentivos oferecidos pela instituição. Juliana Martins Ferreira abordou a política de integridade na atividade científica da instituição. A apresentação tratou de pilares como boas práticas científicas. Juliana chamou atenção para os desafios relacionados ao uso da inteligência artificial, especialmente em questões como o plágio. Segundo Juliana, o uso de inteligência artificial na ciência não deve ser tratado a partir de uma proibição irrestrita, mas por meio de uma regulamentação adequada.
Luciana Rosa Marques destacou o papel da iniciação científica como primeiro contato dos estudantes com a produção de conhecimento. “O Pibic é esse momento da primeira aproximação com o fazer científico. É onde a gente vai começar a entender o que é uma pesquisa, o que é um problema, o que é uma hipótese e onde a nossa curiosidade científica vai sendo desenvolvida, vai sendo estimulada.”
Após a mesa-redonda, a programação do primeiro dia contou com uma exposição dos estudantes do Pibic Ensino Médio, que desenvolvem a pesquisa “Tempo de ser Jovem”. O trabalho investiga vivências, cotidiano e percepção do tempo entre jovens inseridos no ensino integral. A apresentação dos dados da pesquisa será realizada nesta quarta-feira (2), mas, nesta terça, os estudantes apresentaram objetos pessoais que representam suas experiências durante a passagem pelo ensino médio e pelo próprio Pibic.
Entre os objetos levados pelos estudantes estavam livros, uma boneca, controles de videogame e desenhos, utilizados como elementos simbólicos para representar diferentes momentos dessa trajetória. O estudante Kevin Christian Teixeira explicou que escolheu imagens e objetos que ajudassem a representar seu percurso da juventude até a entrada no ensino médio, um dos focos da pesquisa. Segundo ele, ao ingressar no ensino integral, acreditava ser cansativo e que não teria tempo para “ser jovem”, mas se enganou: concluiu que há, sim, tempo e que dá para aproveitar a juventude.
Em diálogo com o compromisso do Pibic de promover debates interdisciplinares, estudantes da graduação apresentaram seus objetos de estudo e resultados obtidos nas pesquisas. Os estudantes Anna Clésia Nunes, Thaís Mirelle Bispo, Andressa Lima, João Romeo e Raissa Karol Leite falaram sobre seus projetos nas áreas de educação, ciências sociais e exatas e economia. Raíssa pesquisou sobre políticas municipais e condições de trabalho docente infantil no período pós pandemia, de 2022 a 2025, na Região Metropolitana. A pesquisa teve como objetivo analisar as políticas municipais, tanto objetiva como subjetiva, do trabalho da educação infantil. A programação segue nesta quarta-feira (2), com mais apresentações do Pibic Graduação e Ensino Médio, além da premiação.
