Na segunda semana da guerra no Oriente Médio, o Ministério das Relações Exteriores do Irã descartou segunda-feira (9) qualquer possibilidade de negociação para o fim da guerra com Israel e os Estados Unidos enquanto estiver sob ataque.
Segundo o porta-voz do governo iraniano, a presença militar dos Estados Unidos e de Israel na região não é, de forma alguma, uma fonte de segurança ou estabilidade. Pelo contrário, é apenas uma causa de insegurança e divisões entre os países, disse.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou que qualquer decisão para encerrar a guerra contra o Irã será tomada no momento certo e em consulta mútua com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Enquanto nos bastidores, já se fala em negociações, na linha de frente, Israel prossegue os combates contra o Irã e o Hezbollah no Líbano. Uma explosão abalou os subúrbios do sul de Beirute e uma densa fumaça tomou conta da área nesta segunda-feira.
No fim de semana, os ataques conjuntos entre Estados Unidos e Israel atingiram cinco depósitos de petróleo em Teerã e em uma província vizinha, causando vítimas e provocando grandes colunas de fumaça sobre a capital iraniana. O crescente vermelho alertou que compostos tóxicos provenientes da queima de petróleo nos depósitos poderiam causar chuva ácida perigosa, caso ocorra precipitação. No ar, essas substâncias tóxicas devastariam o meio-ambiente, envenenando civis e colocando vidas em risco em larga escala e não apenas no Irã.
As Forças Armadas Revolucionárias iranianas também continuam a lançar mísseis e drones em direção ao centro de Israel. Em Tel Aviv, as sirenes são acionadas a todo momento.
Em Roma, o Papa Leão XIV afirmou que notícias profundamente preocupantes continuam chegando do Irã e de todo o Oriente Médio. Ele pediu o fim da violência e a renovação dos esforços para abrir espaço para o diálogo. Em seu discurso no Dia Internacional da Mulher, o pontífice também lembrou as mulheres vítimas de discriminação e violência e renovou o compromisso com o reconhecimento da igual dignidade do homem e da mulher.
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