Além das tarifas contra o Brasil nessa guerra comercial e política, os Estados Unidos seguem aumentando os bombardeios na guerra contra o Irã. Uma nova onda de ataques começou agora de tarde.
Com essa nova escalada da guerra, as Nações Unidas seguem fazendo alertas. Segundo o Unicef, até o final do ano, mais de 23 milhões de crianças poderão ficar em situação de pobreza em todo o mundo como consequência dos conflitos.
O Comando Central dos EUA disse ter atingido hoje instalações da defesa aérea do Irã, capacidades de mísseis, drones e vigilância costeira, além de locais próximos à capital, Teerã. Já o Irã afirma ter atacado bases e instalações dos EUA no Kuwait, no Bahrein e na Jordânia, em retaliação aos novos ataques dos Estados Unidos contra localidades do sul do país.
Autoridades estadunidenses disseram que os ataques também têm o objetivo de obrigar a abertura do Estreito de Ormuz. Teerã respondeu que a única maneira de isso acontecer seria os EUA cumprirem o acordo de 14 pontos que as duas partes assinaram em junho.
O Irã também afirmou hoje que Ormuz é uma "linha vermelha" inviolável e alertou que, caso Donald Trump ataque a infraestrutura de energia do país, a retaliação será contra toda a infraestrutura dos países aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico.
Nesta semana, Trump havia ameaçado atacar usinas de energia e pontes iranianas, a menos que Teerã retome as negociações.
Mais cedo, segundo informações da Reuters, o Irã já teria ordenado que os aliados routis, do Iêmen, fechem o Estreito de Bab el-Mandeb caso os EUA ataquem a rede elétrica iraniana. O estreito dá acesso ao Mar Vermelho e é o local por onde passam aproximadamente 12% do comércio marítimo mundial.
Em outra frente da guerra, o conflito entre os routis e a Arábia Saudita segue escalando. Uma liderança houti afirmou que todas as instalações petrolíferas da Arábia Saudita serão alvos de mísseis e drones do grupo caso o país intensifique seu envolvimento no conflito.
A escalada da guerra preocupa muito o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Documento publicado pelo órgão mostra que, até o fim do ano, mais de 23 milhões de crianças poderão ficar em situação de pobreza devido à diminuição de rendimentos, como consequência do impacto econômico do conflito. O relatório traz dados de 167 países e indica que o aumento dos preços dos alimentos e da energia, juntamente com o enfraquecimento da atividade econômica, ameaça reverter anos de progressos na redução da pobreza infantil e ampliar as desigualdades em todo o mundo.
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