DERBY
Mesa reuniu pesquisadores e professores para abordar educação bilíngue, Libras e práticas de ensino
01/10/2026 14h48
01/10/2026 14h50
A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), por meio da Diretoria de Formação Profissional e Inovação (Difor), iniciou, nesta quarta-feira (30), a terceira série de atividades do Encontros Inclusivos. Pensado para profissionais da educação, este ciclo formativo vai até esta sexta-feira (02), com palestras, debates e oficinas, dedicados a estudar e refletir sobre acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva.
No último dia do Setembro Surdo, mês de conscientização sobre a luta da comunidade surda no Brasil, a programação foi aberta com a mesa temática “Educação para Pessoas Surdas: desafios e perspectivas”, que ocupou a Sala João Cardoso Ayres, no campus Ulysses Pernambucano, no bairro do Derby. A programação foi aberta por Ana Abranches, diretora da Difor, e Túlio Rodrigues, monitor do Cinema da Fundação e especialista em acessibilidade e inclusão.
“Enquanto instituição, assumimos esse compromisso de pensar sobre a questão da acessibilidade. Nos Encontros Inclusivos sempre realizamos uma oficina, porque a nossa meta é atingir, ao máximo, o público da educação, os professores e professoras, para ampliar esse conhecimento, sabendo que há demanda muito grande da sociedade e dos profissionais”, disse a diretora da Difor.
Primeiro a se apresentar, Antônio Carlos Cardoso, mestre em Educação e professor de Libras da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), abordou os avanços da legislação brasileira que asseguram às pessoas surdas e ensurdecidas o direito à educação bilíngue em Libras e português. A partir da própria trajetória, ligada à história da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Fenei), o educador apresentou um panorama histórico da educação para pessoas surdas e o percurso até sua consolidação como uma modalidade de ensino independente.
Na sequência, Darlene Seabra de Lira, professora da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) em Penedo e doutoranda da Universidade Estadual Paulista (Unesp), abordou práticas e metodologias que podem ser utilizadas no ensino de Libras. A pesquisadora destacou o uso de recursos visuais empregados em sala de aula e as diferentes abordagens para que o aluno entenda não só qual sinal está sendo feito, mas de que forma é empregado em um determinado contexto. As coordenadoras da Difor Suiany Padilha, Ana Moura e Sayara Santos estavam presentes.
Após as palestras, o público participou de uma rodada de perguntas. Mediada por Júlia Dias, professora e pesquisadora graduada em Libras-Português pela UFPE, a conversa com o público passou por questões de ensino básico e ensino superior, discutindo alternativas para uma integração das Libras com as demais áreas do conhecimento.
As atividades do Encontros Inclusivos seguem nesta sexta-feira (02), com a oficina “Empatia em Prática: acessibilidade, barreiras e inclusão no cotidiano”, ministrada pelas professoras Rosimeri Pichler e Marcela Bezerra, do Núcleo de Design e Comunicação do Centro Acadêmico do Agreste (CAA) da UFPE, em Caruaru. A oficina acontece das 9h às 16h.
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