Diretrizes nacionais para as Casas da Mulher Brasileira
À frente do Ministério das Mulheres, a ministra Márcia Lopes explicou que o Ligue 180 é um serviço que está em constante aprimoramento. De acordo com a ministra, além da atuação do governo federal, é fundamental que instituições públicas e parceiras contribuam para ampliar a divulgação da central.
Entre as principais entregas apresentadas durante o encontro está o reforço da inteligência digital no atendimento do Ligue 180. Além do atendimento via WhatsApp, agora o Ligue 180 também está disponível no site do Ministério das Mulheres, por meio de chatbot, com curadoria diária da base de informações utilizada pelas atendentes.
Desde 2023, o Ministério das Mulheres investiu mais de R$ 400 milhões nas Casas da Mulher Brasileira. Atualmente, o país conta com 13 unidades em funcionamento: Campo Grande (MS), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Curitiba (PR), São Luís (MA), Boa Vista (RR), São Paulo (SP), Salvador (BA), Teresina (PI), Ananindeua (PA), Palmas (TO), Macapá (AP) e Aracaju (SE). A previsão é de chegar a 48 até dezembro, incluindo as que estão em processo de licitação e construção.
Acordos fortalecem fluxos de denúncia
Veículos reforçam rede de atendimento nos estados
Os veículos serão utilizados prioritariamente por Organismos de Políticas para as Mulheres (OPMs) estaduais, centros de referência, casas-abrigo e Casas da Mulher Brasileira, contribuindo para ampliar a capacidade de atendimento, articulação e deslocamento das equipes nos territórios.
“Nós temos várias instituições que funcionam dentro da Casa da Mulher Brasileira e que são vinculadas a grupos diferentes. Nós temos Ministério Público, Defensoria Pública, as delegacias, nós temos serviço psicossocial, Patrulha Maria da Penha. Então, tudo o que a gente precisa é que as instituições trabalhem em conjunto. As diretrizes são justamente para dar esta unidade, para dar uma orientação clara e comum”, explicou a ministra Márcia Lopes.
Chatbot e curadoria diária qualificam atendimento
O evento também marcou a assinatura de atos da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Estado da Bahia dentro da temática de enfrentamento à violência de gênero.
A agenda também contou com a entrega simbólica de 17 veículos oficiais destinados ao fortalecimento da rede de atendimento às mulheres em situação de violência. Os automóveis, modelo Toyota Yaris, serão destinados aos estados do Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Tocantins.
A agenda em Salvador também contou com a assinatura de Acordos de Cooperação Técnica do Ligue 180 com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e com os estados do Amapá, Santa Catarina e Roraima, que passaram a integrar o fluxo do Ligue 180 para fortalecimento os encaminhamentos de denúncias.
Promovido pelo Ministério das Mulheres, por meio da Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, o encontro reuniu representantes de diferentes estados e instituições parceiras para fortalecer a atuação integrada da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, porta de entrada para acolhimento, orientação e encaminhamento de mulheres em situação de violência. No primeiro trimestre de 2026, o canal realizou mais de 300 mil atendimentos.
Durante o encontro, o Ministério das Mulheres também apresentou as Diretrizes Nacionais das Casas da Mulher Brasileira (CMB), que orientarão a atuação integrada dessas unidades em todo o país. A medida busca garantir unidade, padronização e fortalecimento do atendimento prestado pelas instituições que compõem o equipamento.
Ao longo de 2025, as Casas da Mulher Brasileira realizaram 451 mil atendimentos, reforçando o papel do equipamento como marco na consolidação da política pública nacional de enfrentamento à violência contra as mulheres.
Juliana Costa, coordenadora de back office do Ligue 180, explicou que a curadoria diária permite atualizar o sistema sempre que surgem novas demandas ou questionamentos durante os atendimentos. “Caso a gente identifique situações e questionamentos que estão sendo realizados pela central e que, por algum motivo, por uma atualização recente, não conste no banco de dados, a gente tem essa curadoria diária para que esses atendimentos sejam atualizados”, afirmou.
O Ministério das Mulheres apresentou, nesta segunda e terça-feira (29 e 30), em Salvador (BA), novas entregas para fortalecer a rede nacional de enfrentamento à violência contra as mulheres, no âmbito do Pacto Brasil contra o Feminicídio. Durante o 3º Encontro Nacional dos Pontos Focais do Ligue 180, a pasta destacou o uso de ferramentas digitais, como atendimento via WhatsApp, chatbot e curadoria diária da base de informações da central, para aprimorar o acolhimento humanizado às mulheres em situação de violência.A agenda também marcou a apresentação das Diretrizes Nacionais das Casas da Mulher Brasileira, a assinatura de acordos de cooperação técnica para fortalecer os fluxos de denúncia e a entrega simbólica de 17 veículos oficiais destinados à rede de atendimento nos estados.
Atualmente, o Ligue 180 conta com equipe de 350 atendentes qualificadas e fluxos de atendimento voltados à escuta ativa, acolhedora e humanizada. As atendentes também passam por formações periódicas, com o objetivo de fortalecer a atuação integrada da rede de proteção às mulheres.
A ferramenta recebe informações sobre os direitos das mulheres, legislação e serviços da rede de atendimento, com possibilidade de atualização contínua. A medida contribui para qualificar as respostas às demandas recebidas, tornar o atendimento mais ágil e garantir que novas informações sejam incorporadas à rotina da central.
“Tudo o que a gente quer é que cada instituição brasileira nos ajude a divulgar o 180, para que as pessoas, as mulheres que são vítimas, ou familiares, amigos, colegas de trabalho que conheçam alguma situação de violência, possam conhecer e agir”, explicou.
Camila Batista, secretária de Políticas para as Mulheres, ressaltou a importância do atendimento Ligue 180 no enfrentamento à violência contra mulheres. De acordo com a secretária, a rede de atendimento especializada ajuda a romper o ciclo da violência. “A gente precisa ter uma rede articulada e atuante dentro do Estado”, afirmou.





