MGI destina imóvel para rede de acolhimento e apoio social para mulheres no centro de SP
Espaço que pertence ao governo federal agora será gerido pelo Movimento de Mulheres Olga Benário onde serão desenvolvidas ações de formação sobre cidadania, direitos das mulheres e prevenção à violência de gênero Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
30/07/2025 10h55
Mulheres da região central de São Paulo agora contam com um novo espaço de acolhimento e apoio social. Trata-se da nova sede da Associação Helenira Preta, vinculada ao Movimento de Mulheres Olga Benário, inaugurada no último sábado (26/07). O imóvel foi cedido pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), por meio da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), no âmbito do Programa Imóvel da Gente. O espaço passará a oferecer atendimentos iniciais a vítimas de violência, com orientações sobre serviços públicos especializados, além de encaminhamentos para a rede municipal de proteção. No local também serão desenvolvidas ações de formação sobre cidadania, direitos das mulheres e prevenção à violência de gênero.
O espaço de 36m², com mezanino, integra um conjunto de 20 lojas que pertenciam à antiga Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), utilizadas durante décadas para atividades comerciais no entorno da Estação da Luz. Após a devolução pelos inquilinos, os espaços passaram a integrar o patrimônio da União e hoje estão sendo direcionados a projetos sociais, por meio Imóvel da Gente, programa do governo federal que direciona imóveis sem uso ou ociosos para políticas públicas como habitação, educação, assistência social, saúde, cultura e esporte, entre outros usos.
Desde junho, voluntários e militantes do Movimento realizaram mutirões de limpeza, pintura e reparos estruturais para preparar o imóvel. A entrega da nova sede demonstra como a política de uso social do patrimônio público pode contribuir para o cumprimento da função socioambiental dos imóveis públicos, em benefício da população. A cessão integra a linha 3 do Programa Imóvel da Gente, que prioriza o uso de imóveis da União para iniciativas alinhadas a políticas públicas estratégicas, como educação, habitação, cultura, saúde e assistência social.
“Uma antiga loja que pertence à União, abandonada há muitos anos, agora serve de sede para um movimento popular que organiza as mulheres vítimas de violência e contribui para a construção de um país mais solidário”, afirmou o superintendente de Patrimônio da União em São Paulo, Celso Carvalho. Ele destacou ainda a importância da articulação entre governo e sociedade civil. “O combate à desigualdade social é uma obrigação do governo, mas ele só vai avançar se o próprio povo organizado estiver tomando essa luta, tocando em frente”, ressaltou.
Tânia Maria Francisco, chefe de Gabinete da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), destacou a importância de políticas públicas voltadas ao acolhimento de mulheres em situação de vulnerabilidade. Para ela, a atuação do poder público na construção de redes de acolhimento é essencial para romper ciclos de violência e dar condições para que as mulheres reconstruam suas vidas.
“Quando falamos em trabalhar para acolher as mulheres, para oferecer a oportunidade de conhecerem que têm capacidade e possibilidade de se libertar dessas situações, é algo muito significativo. Apoiar essas mulheres é muito importante, trata-se de uma política pública muito, muito relevante”, destacou.
Movimento de Mulheres Olga Benário
O Movimento de Mulheres Olga Benário mantém uma rede de 28 centros de referência em todo o país. Criado em 2011, o movimento atua em pautas como o combate à violência doméstica, a defesa de creches públicas e o acesso gratuito à educação básica. Desde 2016, o grupo passou a realizar ocupações urbanas, transformando prédios sem uso em casas de acolhimento e espaços de formação para mulheres trabalhadoras.
Segundo Luiza Fegadolli, da coordenação nacional do Movimento, a destinação do imóvel demonstra a necessidade de usar patrimônios públicos ociosos para atender demandas urgentes. “Existem muitos prédios abandonados no Brasil que poderiam estar servindo para enfrentar a violência contra a mulher. Num país como o Brasil, que é o quinto que mais assassina mulheres no mundo, as mulheres organizadas devem cobrar e lutar pelo estabelecimento de mais políticas públicas de enfrentamento à violência”, afirmou.
Programa Imóvel da Gente
O Programa Imóvel da Gente é uma iniciativa do governo federal para direcionar imóveis sem uso ou ociosos para políticas públicas como habitação, educação, assistência social, saúde, cultura e esporte, entre outros usos. Por meio do programa, já foram destinados mais de 1.143 imóveis em todo o país, que beneficiarão mais de 400 mil famílias.
Categoria Finanças, Impostos e Gestão Pública
Tags: IMÓVEL DA GENTEMULHERESPATRIMÔNIO DA UNIÃOPOLÍTICAS PÚBLICAS


