O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, comece a cumprir a pena de dois anos em regime aberto. Cid foi condenado por participação na tentativa de golpe de estado para que Bolsonaro continuasse no poder, mesmo após derrota nas últimas eleições.
A defesa do tenente-coronel Mauro Cid não recorreu da decisão da Primeira Turma do Supremo e por isso ele já começa a cumprir a pena. O ex-ajudante de ordens foi delator da trama golpista e por isso recebeu a menor pena entre os oito condenados. Com o fim da ação no Supremo, o relator, ministro Alexandre de Moraes, retirou todas as medidas cautelares anteriores à condenação. Entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.
O ministro marcou audiência para a próxima segunda-feira (3), às 14h, para a retirada do aparelho. Na ocasião, Cid também poderá pegar de volta o passaporte e todos os bens que foram apreendidos. Para a defesa de Cid, o tempo que o tenente-coronel passou em prisão preventiva e domiciliar já seria o bastante para que a pena fosse declarada já cumprida. Mas, o ministro Alexandre de Moraes não extinguiu a pena conforme esperavam os advogados.
Em relação aos demais condenados, houve apresentação de recursos e o julgamento já está marcado para os dias 7 a 14 de novembro.
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