O Ministério Público do Rio de Janeiro apresentou novas denúncias contra policiais que participaram da operação policial em que morreram 122 pessoas em outubro, a mais letal da história do estado. Os promotores estão investigando o que aconteceu naquele dia 28 de outubro, a partir de imagens de câmeras e de denúncias, que vão surgindo aos poucos.
Ontem (1º), o Ministério Público denunciou seis PMs do Batalhão de Choque pelo desvio de um fuzil AK-47 e pelo furto de peças de um automóvel. Hoje (2), a denúncia também é contra policiais militares, só que por outros motivos, conforme as imagens das câmeras corporais vão mostrando. Eles são acusados pelos crimes de peculato, violação de domicílio, constrangimento ilegal, roubo e insubordinação. Segundo a investigação, os policiais arrombaram duas residências e ainda furtaram um aparelho celular.
Em outra denúncia, os promotores acusam um sargento de violação de domicílio e de prejudicar a captação da câmera, que ficou cinco horas sem gravar.
No total, já são nove PMs denunciados.
A corregedoria da PM informou que esses policiais poderão até ser expulsos da corporação. Cinco deles já estão presos e um está afastado das ruas.
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