O Irã e os Estados Unidos minimizaram hoje as esperanças de um avanço nas negociações para pôr fim à guerra entre os dois países, que já dura 3 meses. Nesta segunda-feira (25), o secretário de estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, voltou a ameaçar o Irã e disse que caso Washington não consiga um bom acordo, lidará com o país "de outra maneira".
Em conversa com jornalistas em Nova Délhi, Marco Rubio afirmou que os Estados Unidos dariam à diplomacia todas as chances de sucesso antes de explorar alternativas. A declaração sinaliza mais uma mudança de tom no governo de Donald Trump, que ontem chegou a dizer que iria explodir o Irã em mil infernos caso as duas partes não chegassem a um consenso até este domingo.
Esta manhã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse que uma conclusão foi alcançada em muitos tópicos, mas que isso não significa que o Irã esteja perto de assinar um acordo. Ainda segundo ele, no momento as negociações não abordam a questão nuclear, que será discutida ao longo de um período de 60 dias, caso o acordo seja firmado.
Trump insiste que seu principal objetivo na guerra é impedir que o Irã desenvolva uma arma nuclear com seu urânio altamente enriquecido. Mas Teerã nega veementemente ter qualquer plano nesse sentido e defende que seu programa nuclear tem fins civis.
Outro ponto crítico no acordo é a gestão do Estreito de Ormuz, por onde flui cerca de um quinta do petróleo e do gás liquefeito do mundo. Segundo Baghaei o irã não cobrará pedágio para a passagem de navios pelo estreito, mas haverá um custo para os serviços oferecidos, como navegação e medidas de proteção ambiental, conforme um protocolo a ser acordado com Omã, país que compartilha a margem oposta da hidrovia.
Compartilhar:
