EDUCAÇÃO
Formação discutiu criatividade, acessibilidade e aprendizagem por meio da prática e da experimentação
31/08/2026 15h48
Encerrando a programação dos II Encontros Inclusivos na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), foi concluída, na sexta-feira (28), a oficina "Todos Podem Criar: Cultura Maker para uma Educação Inclusiva e Sustentável". A atividade ocupou a sala Professor Sebastião Vila Nova, no 2º andar do Campus Ulysses Pernambucano da Fundaj. Promovida pela Diretoria de Formação Profissional e Inovação (Difor) ao longo da quinta (27) e sexta-feira, a oficina foi ministrada por Fátima Bernardes, mestra em Educação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e por José Roberto Tavares, doutor em Ensino de Matemática e Ciências (UFPE).
“Um aspecto importante dessa iniciativa é a diversidade de formatos nas atividades oferecidas. A articulação entre palestras com especialistas, discussão de filmes e oficinas busca atender a diferentes perfis, interesses e necessidades dos educadores, favorecendo experiências formativas mais dinâmicas e participativas. Essa diversidade amplia a apropriação dos conteúdos e estimula a experimentação de estratégias pedagógicas. Os Encontros Inclusivos representam um espaço de construção de conhecimentos, compartilhamento de experiências e fortalecimento das práticas educativas inclusivas”, enfatiza Ana Abranches, diretora da Difor.
Tema central nos dois encontros, a Cultura Maker é uma abordagem pedagógica derivada do movimento "Do It Yourself" - "Faça você mesmo", em português -, que utiliza processos manuais e princípios de robótica como ferramentas para estimular uma participação mais ativa do estudante em seu aprendizado. “O erro faz parte do processo de aprendizagem. No momento em que a pessoa imagina, constrói e testa o objeto, ela pode identificar o erro, os obstáculos, e fazer uma alteração naquele projeto”, explicou Fátima Bernardes.
No primeiro dia, a turma foi apresentada aos conceitos centrais da Cultura Maker e sua abordagem na sala de aula, que prioriza a prática e considera as possibilidades de erro como oportunidades para aprender. As educadoras e educadores participaram da montagem de carrinhos de brinquedo com autopropulsão, utilizando elásticos e outros materiais reciclados. O processo explorou as capacidades intelectuais e manuais que são utilizadas para entender o mecanismo do carrinho e conseguir reproduzi-lo.
Na sexta-feira (28), segundo e último dia da oficina, a turma avançou na criação de objetos e conheceu as bases da robótica simples. Os educadores aprenderam sobre a construção de circuitos elétricos utilizando pilhas recarregáveis, baterias e fios condutores. Com o material, foram confeccionados cartões comemorativos com LEDs acionados a partir de um circuito elétrico básico.
Além da parte prática, a oficina discutiu os impactos que a metodologia do “Faça Você Mesmo” pode ter na sala de aula e no desenvolvimento dos estudantes. A partir de textos levados pelos professores, os educadores levantaram questões relacionadas ao consumismo que afeta as crianças.Esta foi a segunda de quatro semanas planejadas para os Encontros Inclusivos, cada uma delas voltada para um tipo específico de deficiência, neste caso as deficiências físicas. A terceira edição, em setembro, será voltada para as deficiências auditivas.
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