Atividade promovida pela Difor reuniu profissionais da educação em experiências formativas voltadas à construção de práticas pedagógicas inclusivas
A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), por meio da Diretoria de Formação Profissional e Inovação (Difor), concluiu, nesSa sexta-feira (31), a oficina "Entendendo com as linguagens do Mundo/Natureza", ministrada pelo arte-educador Saulo Nogueira, no Campus Ulysses Pernambucano, no Derby. A atividade marcou o encerramento da programação do primeiro "Encontros Inclusivos da Fundaj", iniciativa voltada à promoção do debate sobre educação inclusiva, acessibilidade e os direitos das pessoas com deficiência.
A abertura do último dia da oficina contou com a participação de Ana Sousa Abranches, diretora da Difor, Sayara Pimentel, coordenadora de Atividades de Cursos de Curta Duração, e Suiany Carvalho Padilha, coordenadora-geral da Escola de Governo e Políticas Públicas da Fundaj. As atividades também tiveram a participação de Túlio Rodrigues, da equipe de acessibilidade do Cinema da Fundação.
Durante a oficina, os participantes vivenciaram experiências que utilizaram a arte e elementos da natureza como ferramentas para estimular práticas pedagógicas inclusivas. A programação envolveu atividades com pigmentos naturais e materiais orgânicos, promovendo reflexões sobre pertencimento, criatividade, preservação ambiental e valorização das diferentes formas de aprendizagem.
Segundo Suiany Carvalho Padilha, a oficina representou um espaço de formação e construção coletiva voltado ao fortalecimento da educação inclusiva. "A atividade foi uma oportunidade para aprender, compartilhar conhecimentos e construir caminhos para uma educação cada vez mais inclusiva", destacou.
Ao explicar a proposta da formação, Saulo Nogueira ressaltou que a arte foi utilizada como meio para fortalecer o sentimento de pertencimento e valorização dos participantes. "Esses dois dias tiveram o objetivo de trazer a arte como principal ferramenta no processo de inclusão, para que as pessoas se sintam parte, valorizadas e reconheçam que aquilo que produzem também é bonito", afirmou.
O encerramento da oficina foi marcado por um amplo debate sobre os desafios da inclusão no cotidiano escolar e as possibilidades de construção de práticas pedagógicas mais acessíveis. A professora Lucila Peres Lins, participante da oficina, destacou o impacto da experiência na prática docente. "A oficina superou minhas expectativas. O professor Saulo mostrou que a arte encanta, e é esse encantamento que muitas vezes está faltando nas salas de aula para que os estudantes possam desenvolver todo o seu potencial e tenham uma educação de qualidade, com equidade para todos", avaliou.
A ação Encontros Inclusivos da Fundaj aconteceu entre os dias 28 e 31 de julho, com o tema "O Estatuto da Pessoa com Deficiência e a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva: o debate necessário". Ao longo dos quatro dias, o evento reuniu especialistas, pesquisadores, profissionais da educação, estudantes e a sociedade civil em conferência, mesa temática, sessão de cinema com debate e oficina formativa, promovendo o intercâmbio de experiências e reflexões sobre inclusão e acessibilidade.


