Oficina gratuita de antotipia e cianotipia da Fundaj mostra novas formas de pensar a fotografia
Os processos artesanais abordados garantem resultado artístico bastante diferenciado, por meio da exposição à luz do sol Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
07/10/2025 08h34
Técnica, aprendizado e criatividade: a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), por meio de sua Unidade de Artes Visuais, ofertou oficina gratuita de Antotipia e Cianotipia, de 30 de setembro a 3 de outubro. Ministrada pela artista e arte-educadora Carol Mota, a atividade visa contribuir com o repertório artístico do público, por meio da apresentação de técnicas alternativas da fotografia, cujas origens remontam ao século XIX.
Enquanto a antotipia utiliza tinturas vegetais para produção das imagens, a cianotipia consiste no uso de sais de ferro sensíveis para realização das obras. Ambas contam com a exposição à luz do sol como aliada para o resultado final: uma variação estética singular da fotografia. Durante a oficina, os participantes conheceram os conceitos das duas técnicas e os materiais necessários para a prática.
Na atividade, os oficineiros também compartilharam experiências pessoais e profissionais em discussões sobre os propósitos da fotografia e suas possibilidades temáticas. Participante da oficina, a educadora Carla Xavier nunca havia tido contato com a antotipia ou a cianotipia, apesar da afinidade com as artes. A possibilidade de trabalhar com técnicas diferenciadas atraiu sua atenção. “Trabalho com fotografia há um tempo e sempre me interessei por processos mais alternativos e outras possibilidades dentro dela”, destacou.
Ao longo das atividades, os participantes produziram suas próprias obras na antotipia, com uso de pigmentos naturais variados para criação de imagens em papel. As tinturas de cúrcuma, beterraba e outros vegetais garantiram o colorido das peças, que traziam impressões de objetos naturais, fotografias e outros itens. Os oficineiros também tiveram contato com todas as fases do processo da cianotipia, desde o uso dos sais de ferro no papel até o tratamento final, por meio do contato das obras com a água e a água oxigenada. Os resultados se destacaram pela criatividade e pela forte tonalidade azul, característica do processo. Foram utilizados materiais dos mais diversos, como folhas de plantas, recortes, negativos fotográficos e até mesmo radiografias.
Para Carol Mota, que ministrou a oficina, o contato com as técnicas estimula os participantes a construírem novas formas de se relacionar com a produção de imagens e seu resultado. “O principal diferencial [da antotipia e da cianotipia] é a quebra em relação ao tempo e a encontrar o resultado. É um processo que nos faz ter uma outra relação com o tempo e com a imagem, por entrarmos no processo de produzir artesanalmente essa imagem e seguir etapas”, destacou.
Julia Moura, arte-educadora da Unidade de Artes Visuais da Fundaj, revela que a ideia de ofertar a oficina surgiu da vontade de democratizar essas técnicas artesanais, pouco conhecidas entre o público. “Não se tem muitas oficinas sobre a temática na cidade, e quando existem, não são gratuitas. Pensamos numa oficina que agregasse, chamasse mais o público, e que também trouxesse novos olhares”, pontuou. A Unidade de Artes Visuais está vinculada à Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca) da Fundaj.
Categoria Cultura, Artes, História e Esportes
Tags: Pernambuco



