Amazonia +10
A iniciativa Amazônia +10 é liderada pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo a Pesquisas (Confap) e pelo Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência Tecnologia e Inovação (Consecti), e conta também com a parceria do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). O objetivo do programa é apoiar a pesquisa científica e o desenvolvimento tecnológico sobre a floresta tropical, as interações natureza-sociedade e o desenvolvimento sustentável e inclusivo da região.
Contando com mais de 70 pesquisadores indígenas e não indígenas e mais de 20 instituições científicas, o “Vozes da Amazônia indígena” é considerado uma rede de pesquisa intercultural, multidisciplinar e multirregional. O projeto abrange estudos em diversas áreas, que realizados em três territórios: a Terra Indígena (TI) Alto Rio Negro, no Amazonas; a TI Kaiapó, no Pará; e a TI do Xingu, no Mato Grosso.
Agência Museu Goeldi e Projeto Vozes – Entre terça e sexta-feira (de 22 a 25 de setembro), pesquisadores, pós-doutorandos e parceiros apoiados pela Chamada Expedições Científicas, da iniciativa Amazônia +10, vão se reunir em Londres e em Oxford, no Reino Unido, para compartilhar o progresso dos projetos, trocar experiências, fortalecer colaborações e discutir futuras oportunidades científicas. As atividades fazem parte da Semana do Programa Amazônia+10 e terão a participação do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG).
“Nós estamos levando alguns produtos do projeto, que são o dicionário Kuikuro-Português de Cultura Material e o livro Territórios Radicais na Amazônia Brasileira, da antropóloga Laura Zanotti com o povo Mebengokre Kayapó. Vamos levar alguns exemplos das produções da editora do Museu Goeldi, resultantes das parcerias do projeto”, afirma a arqueóloga.
O projeto “Vozes da Amazônia indígena: processos históricos da sociobiodiversidade frente aos desafios do Antropoceno”, apoiado pela iniciativa Amazônia +10, é uma pesquisa em colaboração com os povos indígenas e inclui estudos arqueológicos e históricos, por meio de especialidades como arqueobotânica, zooarqueologia, geoarqueologia, paleoecologia e análise de coleções históricas, visando compreender a longa duração das interações humanas com o ambiente. Foi iniciado em fevereiro do ano passado e tem vigência prevista de 36 meses.
Revisão: Andréa Batista, jornalista do Museu Goeldi
O "Projeto Vozes da Amazônia Indígena: processos históricos da sociobiodiversidade frente aos desafios do Antropoceno”, coordenado pelo Museu Goeldi e selecionado na chamada do Amazônia +10, será apresentado pela arqueóloga Helena Pinto Lima, do MPEG, e pelo linguista Thiago Chacón, da Universidade de Brasília (UNB).
Texto: Denise Salomão, jornalista bolsista do ‘Projeto Vozes’
De acordo com Helena Lima, além da visibilidade internacional, a participação na “Semana do Programa Amazônia +10” é uma oportunidade para os pesquisadores se conectarem, propor novas pesquisas e buscar financiamentos que permitam a continuidade dos projetos.
Projeto Vozes





