Edição 2026 do evento organizado pela Cátedra Paulo Freire da UFPE tem a formação de professores como temática central
O legado de Paulo Freire como norte em meio aos desafios da educação. Foi iniciado nesta terça-feira (12/05) o XV Seminário Paulo Freire e o XIII Encontro de Cátedras e Grupos Paulo Freire. Realizados pela Cátedra Paulo Freire da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A edição 2026 traz o tema central "Formação de professores(as): políticas públicas, contradições e resistências" e acontece no campus Recife da UFPE e no Centro Universitário Frassinetti do Recife (UniFAFIRE).
A programação foi aberta oficialmente no auditório Prof. Denis Bernardes, no Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA/UFPE). A mesa institucional contou com a participação de Márcia Angela Aguiar, presidenta da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj); Alfredo Gomes, reitor da UFPE; Maria das Graças Soares, reitora da UniFAFIRE; Eliete Santiago, coordenadora da cátedra Paulo Freire da UFPE; Moacyr Araujo, vice-reitor da UFPE; Tatiana Araújo, vice-diretora do Centro de Educação da UFPE (CE/UFPE); Marília Cibele Móes, secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e representante dos sindicatos de educação do Estado e municípios; Maria do Carmo Figueredo Soares, representante da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC); e Erivalda Torres, presidente do Centro Paulo Freire - Estudos e Pesquisas (CPFreire-PE).
“Nossa expectativa é que este tema assuma uma abordagem global, possibilite a compreensão e formação permanente na perspectiva freiriana e evidencie a exigência de um tripé que sustenta o trabalho nacional do professor e da professora”, destacou Eliete Santiago. O reitor da UFPE, por sua vez, exaltou o pensamento freireano: “Freire nos ensinou que educar é dialogar, escutar, problematizar o mundo e reconhecer os sujeitos populares como produtores de conhecimento e história. Sua pedagogia recusa o autoritarismo, a indiferença e a exclusão”.
Após o momento institucional, ocorreu a Mesa de Diálogos "Formação de professores(as): políticas públicas, contradições e resistências", centrada nas temáticas centrais do evento, com a participação de Márcia Ângela Aguiar e Malvina Tânia Tuttman, presidente da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (Anfope). A presidenta da Fundaj destacou a importância do pensamento crítico e dos ideais freireanos para o enfrentamento da desafiadora realidade educacional atual, atravessada por fortes disputas no campo político e pelas mudanças proporcionadas pela inteligência artificial (IA). “A solidariedade é uma arma para combater a violência, o descaso e a indiferença. Com uma visão humanista, esse ponto é nossa arma para nos contrapor nos debates. O princípio que defendo é esse: uma educação para exercer a crítica. A pedagogia de Paulo Freire hoje tem que ser situada diante destes novos desafios”, observou.
Malvina Tânia Tuttman chamou atenção para a precariedade à qual profissionais da educação têm sido submetidos no país: “Muitos professores e professoras trabalham em condições difíceis enfrentando salas superlotadas, violência escolar, intensificação no trabalho e contratos precários. Não há valorização possível quando profissionais têm seus direitos reduzidos, salários rebaixados e vínculos instáveis”. O XV Seminário Paulo Freire e o XIII Encontro de Cátedras e Grupos Paulo Freire seguem até 14 de maio.


