Um evento no Palácio do Planalto hoje (27) marcou o envio ao Congresso Nacional dos projetos que criam duas novas universidades federais: uma voltada à educação indígena e outra ao esporte.
A cerimônia reuniu o presidente Lula, ministros, atletas e lideranças indígenas. Para o governo, a iniciativa representa um marco na ampliação do acesso à educação superior pública e gratuita, com foco em equidade, inclusão e desenvolvimento humano.
“Um dos maiores desafios que os atletas do país hoje passam é o dia de amanhã. Quando muitas modalidades que acabam, pela questão do próprio físico, pela questão biológica e fisiológica, com 20, 30 anos, o atleta vai fazer o quê da vida dele? E agora nós estamos criando uma universidade para que ele possa se preparar, para serem grandes técnicos, grandes preparadores e para poderem, acima de tudo, construir um futuro para o esporte nacional”, destacou André Fufuca, ministro do Esporte.
Ao longo do ano que vem, grupos técnicos de vários ministérios serão responsáveis pelo desenho das instituições. A previsão é que as universidades federais do Esporte e Indígena entrem em funcionamento já em 2027.
“A Universidade Federal Indígena representa mais do que uma nova instituição de ensino superior. Ela concretiza uma reparação histórica e apresenta para o Brasil e para o mundo uma proposta de pensamento e produção de conhecimento que rompe com a lógica colonial”, afirmou Sônia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas.
“Nós queremos que os povos indígenas sejam, tanto quanto os outros povos que vivem nesse país, tratados com respeito, com carinho e ter o que eles merecem ter. O direito à dignidade, o direito à vida, o direito ao trabalho, o direito à sua cultura, o direito a comer, o direito a fazer o que eles quiserem. Essa universidade é para isso”, enfatizou o presidente Lula.
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