A regularização fundiária de territórios quilombolas ganhou reforço a partir da destinação de 58,3 mil hectares ao Incra, que tem a atribuição de titular essas comunidades em nível federal. As áreas estão localizadas em 15 glebas públicas, nos estados do Amapá, de Mato Grosso, do Pará e de Rondônia. O ato, efetivado no âmbito da Câmara Técnica de Destinação e Regularização Fundiária de Terras Públicas Federais Rurais, consta na Resoluçãoº 9/2024. O normativo entrou em vigor nesta segunda-feira (13), com a publicação no Diário Oficial da União (DOU). Esta é a primeira destinação de terras especificamente para a política de regularização de comunidades quilombolas feita pela Câmara após sua recriação, em setembro passado. A retomada, depois de oito anos, foi formalizada pelo Decreto nº 11.688/2023. Caberá à Secretaria do Patrimônio da União (SPU) proceder à transferência das áreas e concluir o processo de destinação. O Incra fará, então, a atualização delas no Sistema de Gestão Fundiária (Sigef), ferramenta eletrônica de gestão da malha fundiária nacional. Por meio do sistema, a autarquia recepciona, valida, organiza, regulariza e disponibiliza as informações georreferenciadas de limites de imóveis rurais, públicos e privados no Brasil. Com isso, é possível obter a certificação, atestando que os limites da área não se sobrepõem a nenhuma outra cadastrada no Sigef e que o georreferenciamento seguiu as especificações técnicas. Essa comprovação é obrigatória, entre outros, para as titulações de territórios historicamente ocupados pelos remanescentes das comunidades dos quilombos. Depois desse passo, o instituto dá continuidade à regularização – uma de suas agendas prioritárias. Nesse sentido, por exemplo, a autarquia retomou recentemente a Mesa Nacional de Acompanhamento da Política de Regularização Fundiária Quilombola. O diálogo entre os entes governamentais e a sociedade civil comprometidos com a temática permite direcionar ações, identificar problemas e encaminhar soluções, conferindo mais celeridade ao andamento dos processos. Câmara A atividades da Câmara Técnica de Destinação e Regularização Fundiária de Terras Públicas Federais Rurais são coordenadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O foco é priorizar o uso social da terra e a conservação ambiental. O colegiado atua em relação a áreas para reforma agrária; territórios quilombolas e de outros povos e comunidades tradicionais; terras indígenas; unidades de conservação, além de concessões florestais e políticas públicas de prevenção e controle de desmatamento. São levadas em conta, nas análises e decisões, as características e normas próprias relacionadas a cada uma. O Incra é um dos órgãos deliberativos. Os demais são: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA); Ministério dos Povos Indígenas (MPI); SPU; Serviço Florestal Brasileiro (SFB); Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Funai. O Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério da Igualdade Racial são membros consultivos. O papel assumido pela Câmara significa a consolidação do Terra da Gente. O programa, lançado em abril deste ano, tem como principal meta a inclusão de 295 mil famílias no Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA) até 2026. Assessoria de Comunicação do Incraimprensa@incra.gov.br(61) 3411-7404
13 de mai. de 2024
Regularização de terras quilombolas é reforçada com destinação de 58,3 mil hectares ao Incra
Tags
Entidades mencionadas
Instituições
Incra6
Câmara Técnica de Destinação e Regularização Fundiária de Terras Públicas Federais Rurais4
Secretaria do Patrimônio da União (SPU)2
SPU2
Diário Oficial da União (DOU)
Mesa Nacional de Acompanhamento da Política de Regularização Fundiária Quilombola
Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)
Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA)
Ministério dos Povos Indígenas (MPI)
Serviço Florestal Brasileiro (SFB)
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)
Funai
Ministério da Justiça e Segurança Pública
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30 de dez. de 2025 às 17h27
