O Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir no próximo dia 8 de abril se será direta ou indireta a eleição suplementar para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro, que vai ficar no cargo até o fim deste ano. O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira (30), pelo pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin.
Essa é mais uma reviravolta nesta verdadeira novela política em que se transformou o processo de sucessão ao governo no Rio de Janeiro. Na semana passada o então governador Cláudio Castro renunciou; o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, tomou posso; tivemos ainda a cassação de Castro pelo TSE. Na quinta-feira houve a eleição do novo presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), deputado Douglas Ruas, que foi anulada no mesmo dia pela justiça estadual.
Embora o STF estivesse formando a maioria pela eleição indireta no Rio, agora existe uma corrente de ministros defendendo a eleição direta, que aconteceria no mês de junho. A favor da eleição direta está o fato de que o povo poderá escolher o próximo governador até o final do ano. Contra a eleição direta está o argumento de que o tempo é curto e que o processo custa dinheiro para realizar essas eleições no Rio de Janeiro.
Mas, enquanto o STF não decide, o Palácio Guanabara segue sem o governador, pois o interino, Ricardo Couto, prefere despachar lá no Tribunal de Justiça.
Compartilhar:
