O Supremo Tribunal Federal (STF) também determinou hoje (25) a execução das penas de todos os condenados pela trama golpista. Com a decisão, os mandados de prisão foram cumpridos ao longo do dia.
Por unanimidade, no dia 14 deste mês, a Primeira Turma da Corte havia rejeitado os primeiros recursos de Bolsonaro e de mais seis réus. Agora, além do ex-presidente, passam a cumprir pena imediata:
Walter Braga Netto, ex-ministro e candidato a vice-presidente em 2022, condenado a 26 anos;
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, 24 anos;
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal, passa a cumprir pena de 24 anos;
Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), agora preso para cumprir 21 anos;
Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, 19 anos;
além de Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), condenado a 16 anos, mas que está foragido nos Estados Unidos.
Os generais do Exército Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira foram levados para as instalações do Comando Militar do Planalto, em Brasília. Almir Garnier ficará preso nas instalações da Estação Rádio da Marinha, também em Brasília. Anderson Torres fica no 19º Batalhão de Polícia Militar do DF, que fica no Complexo Penitenciário da Papuda, também em Brasília. E Walter Braga Netto, preso preventivamente, segue cumprindo a pena na Vila Militar, no Rio de Janeiro.
No caso de Alexandre Ramagem, ele terá o mandado de prisão incluído no BNMP, o Banco Nacional de Monitoramento de Prisões. Além disso, Moraes determinou hoje que a Câmara dos Deputados casse o mandato dele.
A defesa do ex-ministro Anderson Torres disse que vai apresentar os chamados embargos infringentes para questionar a condenação, mesmo após o trânsito em julgado. Disse ainda que Torres recebeu a notícia com serenidade, que a pena é duríssima e lamentou que as provas apresentadas não tenham sido consideradas.
A defesa de Braga Netto lamentou que os recursos tenham sido considerados protelatórios e que, se a decisão for confirmada pela Primeira Turma, a Corte vai perder a oportunidade de corrigir um erro, inclusive na soma das penas. Também afirmou que a condenação é injusta.
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