Foram realizadas visitas técnicas a empresas japonesas de desenvolvimento tecnológico, tais como Rakuten, Aeterlink, NTT Docomo OREX, Sony e NEC. Essas empresas têm desenvolvido soluções de alta tecnologia que deverão ditar os rumos da infraestrutura digital e logística nos próximos anos.
Também foram abordadas as principais atualizações, nos dois países, sobre infraestrutura digital para uma sociedade suportada por IA; a implementação do "Wireless Power Transfer" (WPT) no Japão; o Programa Norte Conectado; a cooperação na área de radiodifusão e mídia; infraestrutura, desenvolvimento de demoduladores, panorama da TV 3.0 nos dois países e políticas para o setor postal.
Pela Anatel, participaram da missão o conselheiro substituto Nilo Pasquali, o superintendente de Outorga e Recursos à Prestação, Vinícius Caram, o gerente de Licenciamento de Estações, Renato Aguiar, e a chefe da Assessoria Internacional, Andrea Grippa. O embaixador do Brasil no Japão, Octávio Henrique Dias Côrtes, também prestigiou o encontro.
Pelo lado japonês, a delegação foi chefiada pelo vice-ministro de Assuntos Internacionais do MIC, Takuo Imagawa.
A Anatel participou, entre os dias 17 e 19 de março, do 2º Diálogo sobre Economia Digital Brasil-Japão, no âmbito do Memorando de Cooperação firmado entre o Ministério das Comunicações e o Ministério da Informação e Comunicação (MIC) do Japão, no ano passado. Durante o encontro, o debate sobre Open RAN foi o centro das discussões. A tecnologia — que utiliza interfaces abertas e padronizadas para desagregar hardware e software, permitindo que componentes de diferentes fornecedores interoperem — pode ampliar a competitividade, reduzir custos, fortalecer a segurança das cadeias de suprimentos e fomentar a inovação.
A delegação brasileira foi chefiada pela secretária-executiva do Ministério das Comunicações, Sônia Faustino. Também participaram da missão a subsecretária de Governança das Entidades Vinculadas, o chefe da Assessoria Internacional do MCom, representantes das secretarias de Radiodifusão e de Telecomunicações do Ministério das Comunicações e representantes dos Correios e do CPqD.
Do ponto de vista técnico, houve avanços na tentativa de estabelecer uma Prova de Conceito (PoC) sobre Open RAN no Brasil. A próxima fase da cooperação será identificar um parceiro local para a implementação dos testes no País.
Do ponto de vista institucional, houve uma aproximação assertiva entre os agentes regulatórios dos dois países, que manifestaram intenção de aprofundar o diálogo e o intercâmbio de informações setoriais de maneira recorrente, considerando os benefícios mútuos que podem ser alcançados com essa troca.




