O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está investigando a conduta do desembargador Marco Antônio Pinheiro Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo. Cogan esteve no apartamento em que a policial militar Gisele Alves Santana morreu com um tiro na cabeça, no dia 18 de fevereiro.
A Corregedoria Nacional de Justiça, que é ligada ao CNJ, confirmou que, de fato, isso foi feito na semana passada, na quinta-feira (19): um pedido de providências para o Tribunal de Justiça de São Paulo.
O desembargador esteve na cena do crime, no apartamento em que a policial militar Gisele Alves Santana vivia com o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Rosa Neto. Imagens do sistema de segurança mostram a presença do desembargador no corredor que dá acesso ao apartamento. E câmeras corporais dos policiais militares que atenderam à ocorrência mostram que o desembargador ficou 12 minutos no local onde ocorreu o crime.
O Tribunal de Justiça de São Paulo foi procurado, mas respondeu que não se posiciona sobre questões que estão em tramitação ou que podem vir a tramitar em órgãos como o CNJ.
O tenente-coronel está preso. Ele é réu, responde a processo tanto na justiça comum quanto na justiça militar, e é acusado pelo Ministério Público de São Paulo de feminicídio qualificado contra a policial militar Gisele.
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