Objetivo final da oficina é elaborar um roteiro de curadoria para nova exposição do Engenho Massangana
A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) promove a oficina "Museologia de Memórias Traumáticas e Curadoria em Museus" que tem como foco adaptar uma exposição sobre a trajetória de Elizabeth Teixeira, primeira mulher a liderar uma Liga Camponesa. A oficina é ofertada pelo Museu do Homem do Nordeste (Muhne), por meio do Engenho Massangana, equipamentos culturais ligados à Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca/Fundaj).
O público-alvo da oficina são os servidores e terceirizados da Fundaj. As aulas começaram no dia 18 de setembro, e acontecem às sextas-feiras em formato presencial e remoto, no Campus Gilberto Freyre da Fundaj, em Casa Forte, e com dois encontros - um no Engenho Massangana, localizado no Cabo de Santo Agostinho, e o outro em Sapé, na Paraíba, cidade onde nasceu Elizabeth Teixeira. A carga horária é de 28 horas. A nova aula acontece nesta sexta (25), a partir das 13h30, na Fundaj.
A oficina busca articular os fundamentos teóricos dos Sítios de Memória e Consciência, regulamentado pelo Instituto Brasileiro de Museus no novo Plano Nacional Setorial de Museus (PNSM 2025-2035) e da Museologia de Memórias Traumáticas, área de estudos que investiga e ressignifica memórias relacionadas a eventos traumáticos da história.
A ideia é fazer uma adaptação da exposição "Elizabeth Teixeira: 100 faces de uma Mulher Marcada para Viver" desenvolvida pelo Memorial das Ligas e Lutas Camponesas, inaugurada em fevereiro em Sapé. Os participantes vão estudar sobre a área de museologia de memórias traumáticas, mas também exercer a curadoria de modo participativo.
O objetivo final da oficina é elaborar um roteiro curatorial, com proposta de percurso, decisões sobre ambientes e módulos a adaptar ou reformular, estratégias de mediação para educadores e recomendações de mediação educativa, sobre esta exposição que será inaugurada no Engenho Massangana em 2027.
A oficina será ministrada por Ana Paula Brito, professora de Museologia e do Programa de Pós-Graduação de Antropologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A metodologia utilizada será em dois registros simultâneos: teórico-reflexivo e o prático-analítico.


